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Segundo domingo do Advento

D. Laurence Freeman

2nd-sunday-2014

Neste nascimento as repercussões são universais, a família que é afetada é a humanidade no seu todo. A grande mudança acontece numa serie de eventos que toca nossa natureza de formas mais radicais – mesmo numa era da engenharia genétca – do que possamos imaginar.

João Batista, que protagoniza o Evangelho de hoje era um profeta. Ele viu e ficou indignado com a injustiça, a corrupção e a falta de autenticidade que viu nas instituições de seu tempo. Ele foi para o deserto para lamentar e dizer a verdade e as pessoas deixavam a cidade para ouvi-lo. Suas palavras de verdade tocaram profundamente seus corações ) e perguntavam-lhe o que deveriam fazer.

Sua autoridade estava fundamentada na sua humildade. Ele não buscou por fama , mas anunciou que ele era apenas um precursor de um profeta maior, que viria batizar direta e interiormente, com o Espírito Santo.

Precisamos desse espírito de profecia - proclamar a verdade e com clareza de visão - mesmo nas interações pessoais de nossas vidas. Em nosso trabalho e responsabilidades sociais este espírito tem uma expressão diferente; mas, mesmo nos encontros comuns da vida diária, precisamos estar fundamentados na coragem de dizer a verdade e uma paixão de ver com clareza.

Surpreendentemente, essa coragem não surge da nossa própria força de vontade ou heroísmo, mas da nossa outra-centralidade e da humildade, que é autoconhecimento verdadeiro e integrado. Muitas vezes, as nossas relações pessoais e sociais são regidas pelo medo. O nosso egocentrismo esconde uma profunda insegurança. Algumas pessoas simulam melhor do que outras. Porem toda vez que tentamos fugir do poder da verdade, traímos o nosso próprio medo da exposição.

Na meditação, nos tornamos plenos da verdade . A influência do amor liberado no trabalho da atenção corrói o medo. Nos tornamos livres e encontramos a coragem para falar, pensar e nos relacionarmos com os outros como seres livres. Este, e não prever o futuro, é o significado mais profundo da profecia. É a liberdade da humildade.

Depois de mim virá alguém que é mais poderoso do que eu, e eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias.

 


 

Texto original em inglês

Second Sunday of Advent

John the Baptist who stars in today’s gospel was a prophet. He saw and was indignant at the injustice, corruption and inauthenticity that he saw in the institutions of his time. He went into the desert to lament and tell the truth and the people poured out from the city to hear him. They were struck to the heart by his truthfulness and asked him what they should do.

His authority was grounded in his humility. He did not seek celebrity but announced that he was only a forerunner of a greater prophet who would baptize directly, interiorly, with the Holy Spirit.

We need this spirit of prophecy – truth-telling and clarity of vision – even in the personal interactions of our lives. In our work and social responsibilities this spirit takes a different expression; but even in the ordinary encounters of daily life we need to be grounded in a courage of truth-telling and a passion of clear-
seeing.

Surprisingly this courage arises not from our own strength of will or heroism but our other-centredness and the humility that is true, integrated self-knowledge. So often our personal and social relations are governed by fear. Our egocentricity conceals a deep insecurity. Some people carry off the pretence better than others. But whenever we evade the power of truth we betray our own fear of exposure.

In meditation we become truth-full. The influence of love released in the work of attention erodes the fear. We become free and we find the courage to speak, think and relate to others as free beings. This, not predicting the future, is the deeper meaning of prophecy. It is the freedom of humility.

Someone is following me, someone who is more powerful than I am, and I am not fit to kneel down and undo the strap of his sandals.