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Séries de Palestras

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Segundo Domingo do Advento

D. Laurence Freeman

A preparação para a encarnação começa com 'uma voz que clama no deserto'. No evangelho de hoje é João Batista quem primeiro reconhece o que temos esperado tão ansiosamente. Ele é a voz. Jesus é a palavra. A voz que a voz comunica através do ar puro do deserto silencioso e ermo. 

A palavra 'ermo' em grego é eremos, um lugar desabitado. É daí que vem 'eremita', significando alguém que vive na solitude. Na meditação somos todos solitários.

A meditação nos leva à região erma, a um lugar não habitado por pensamentos, opiniões, conflitos de imagens e desejos. É o lugar pelo qual ansiamos por conta da paz e da pureza que oferece. Aqui encontramos a verdade. Mas ele também nos aterroriza por causa do que tememos perder ou encontrar por lá.

Quanto mais penetramos no deserto, na solitude do coração, mais nos desaceleramos. Quando a atividade mental diminui, o tempo se desacelera até o ponto em que há somente quietude — uma quietude viva e amorosa. Aqui, pela primeira vez, podemos escutar o silêncio sem medo. A palavra emerge desse silêncio. Ela nos toca e se encarna em nós. Ela se faz carne em nós e nos torna inteiramente encarnados e reais no presente. 

Somente aqui, onde interrompemos toda a comunicação com as multidões barulhentas, zombeteiras e instáveis que habitam a nossa mente é que conseguimos entender o que significa 'fugir do mundo'. O que isso não significa é escapismo ou fuga das responsabilidades. Significa entrar na solitude onde nos damos conta do quanto estamos inteira e inescapavelmente encarnados e inseridos na teia universal dos relacionamentos.

No monaquismo do deserto do século IV, quanto mais velhos ficavam os monges, mais profundamente mergulhavam no deserto. E o mundo os seguia, atraído pela beleza incomparável e tangível daquilo que o esperava.

A preparação para a encarnação começa com 'uma voz que clama no deserto'. No evangelho de hoje é João Batista quem primeiro reconhece o que temos esperado tão ansiosamente. Ele é a voz. Jesus é a palavra. A voz que a voz comunica através do ar puro do deserto silencioso e ermo. 

A palavra 'ermo' em grego é eremos, um lugar desabitado. É daí que vem 'eremita', significando alguém que vive na solitude. Na meditação somos todos solitários.

A meditação nos leva à região erma, a um lugar não habitado por pensamentos, opiniões, conflitos de imagens e desejos. É o lugar pelo qual ansiamos por conta da paz e da pureza que oferece. Aqui encontramos a verdade. Mas ele também nos aterroriza por causa do que tememos perder ou encontrar por lá.

Quanto mais penetramos no deserto, na solitude do coração, mais nos desaceleramos. Quando a atividade mental diminui, o tempo se desacelera até o ponto em que há somente quietude — uma quietude viva e amorosa. Aqui, pela primeira vez, podemos escutar o silêncio sem medo. A palavra emerge desse silêncio. Ela nos toca e se encarna em nós. Ela se faz carne em nós e nos torna inteiramente encarnados e reais no presente. 

Somente aqui, onde interrompemos toda a comunicação com as multidões barulhentas, zombeteiras e instáveis que habitam a nossa mente é que conseguimos entender o que significa 'fugir do mundo'. O que isso não significa é escapismo ou fuga das responsabilidades. Significa entrar na solitude onde nos damos conta do quanto estamos inteira e inescapavelmente encarnados e inseridos na teia universal dos relacionamentos.

No monaquismo do deserto do século IV, quanto mais velhos ficavam os monges, mais profundamente mergulhavam no deserto. E o mundo os seguia, atraído pela beleza incomparável e tangível daquilo que o esperava.