Leitura da Semana

Acesse mais leituras e mensagens de D. John Main e D. Laurence Freeman:

Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
Quaresma 2017 >
Quaresma 2016 >
Quaresma 2015 >
Quaresma 2014 >
Quaresma 2013 >

Séries de Palestras

Encontre um Grupo de Meditacao Crista

Calendário de Eventos

Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

perfil john

Preparando-se para o Nascimento

extraído de John Main OSB, Dezembro de 1980 em Monastery Without Walls: The Spiritual Letters of John Main (Norwich: Canterbury, 2006), pgs. 144-45 e 148.

Em vista de todas as pressões que o consumismo associa atualmente ao Natal, é fácil pensar nele apenas como um período de preparação frenética e de rápida celebração, seguido de um tempo de recuperação. . . .Numa sociedade que perdeu tanto de sua capacidade para a paz e tanto da paciência que necessitamos para nos prepararmos para qualquer coisa, arriscamos ficar apenas com a devoção àquilo que seja instantaneamente visível. . . .e com a aridez daquilo que se esquece intantaneamente. [. . .]
Muito depende de estarmos verdadeiramente preparados, de termos uma experiência própria de estarmos prontos. Caso queiramos conhecer o significado espiritual mais profundo do Natal, das celebrações e dos rituais em lares e em comunidades devocionais, precisamos saber, com o coração pacificado e bem preparado, o que significa adentrar um espaço em que a celebração se torna repleta de alegria. É isso o que interiormente aprendemos com a peregrinação diária da meditação. Nessa jornada, que é simples e humilde, descobrimos o que significa abrir espaço em nosso coração. Sentimos o que significa preparar o coração para a grande celebração da vida. À medida que nos preparamos, e que abandonamos nosso materialismo espiritual e nossas expectativas egoístas, começamos a compreender que o evento para o qual estamos nos preparando, nos precede. A grande liturgia já começou em espírito e em verdade.
Frequentemente acontece de passarmos por uma experiência sem percebermos seu significado. Depois disso experimentamos a vacuidade e o desapontamento naquilo que foi meramente descrito ou executado por meio de sinais exteriores que não nos conectam com as realidades subjacentes. É esse o triste resultado de não estarmos preparados, de estarmos perdidos naquilo que é superficial. Porém, desde que tenhamos encontrado o verdadeiro relacionamento em profundidade, tudo aquilo que nos acontece passa a ter um padrão de significado. Necessitamos apenas preparar nosso coração, e estaremos preparados para todas as coisas. [. . .]
A maior das tarefas que a igreja enfrenta atualmente é a de disseminar o convite à prece profunda, na maneira convincente e universal que sua natureza exige. Isso equivale a ensinar a prece como um caminho que está aberto a toda mulher e todo homem, nas circunstâncias comuns de suas vidas. Orar é estar preparado para a celebração da vida. A meditação nos ensina a ver que o Natal é o banquete da explosão divina: o amor de Deus que se revela no despojamento de Cristo.

 

original em inglês

An excerpt from John Main OSB, “Preparing for Birth,” December 1980 in MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main (Norwich: Canterbury, 2006), pp. 144-45, p. 148.

With all the pressures of consumerism attached to Christmas today it is easy to think of it as just a period hectic preparation and a quick day of celebration followed by a time of recovery. . . .In a society that has lost so much of its capacity for peace and so much of the patience needed to prepare for anything, we risk being left only with the worship of the instantly visible. . . .and with the aridity of the instantly forgotten. [. . .]

So much depends upon being truly prepared, upon having firsthand experience of being ready. If we want to know the deepest spiritual meaning of Christmas, the celebrations and rituals at home and in worshipping communities, we have to know with well-prepared and peaceful hearts what it means to enter the space where celebration becomes joyful. This is what the daily pilgrimage of meditation teaches us from within. In that simple and humble journey we discover what it means to make space in our heart. We feel what it means to prepare the heart for the great celebration of life. As we prepare, and as our spiritual materialism and egocentric expectations drop away, it dawns on us that the event we are preparing for precedes us. The great liturgy has already begun in spirit and in truth.

So often we have the experience and miss the meaning. Afterwards we know the hollowness and disappointment at what was merely said or done in external signs that did not connect us with their underlying realities. This is the sad result of being unprepared, of being lost in the superficial. But once we have found true relationship at depth, everything that happens to us is drawn into a meaningful pattern. It is only necessary for us to prepare our hearts and we are prepared for everything. [. . . .]

The greatest task the church faces today is to extend the invitation to deep prayer as convincingly and as universally as her nature demands. This is to teach prayer as a way open to every man and woman in the ordinary circumstances of their life. To pray is to be prepared for the celebration of life. Meditation teaches us to see that Christmas is the feast of the divine explosion---the love of God revealed in the poverty of Christ.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.