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Vontade própria e Vontade Divina

Extraído do livro de John Main OSB, MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main (Norwich: Canterbury Press, 2006) pgs. 195-96.

São Paulo nos diz haver uma luz que brilha em nossos corações. São João nos diz que essa luz é o ponto da consciência divina, do amor infinitamente puro, a ser encontrado e adorado em todas as pessoas, a luz que ilumina a todos que vem a este mundo. Este é o significado de ser humano: colocar em um altar este unidirecionamento divino, universal e exclusivo. São Paulo e São João são, portanto, testemunhas disso, porém, nossa própria experiência deverá, também, nos ensinar que tudo e todos estão iluminados por esse mesmo ponto de luz que encontramos em nós mesmos. Precisamos descobrir os outros em nós mesmos e, nos descobrir nos outros. Precisamos nos tornar nosso verdadeiro ser. O amor divino é a força criadora e mantenedora de toda a criação e consciência. Nossas esperanças pela paz, não são em vão, pois a experiência de Deus, na luz do Cristo que brilha em nosso interior, nos traz a paz e nos une. Ela harmoniza nossas energias interiores e, satisfaz todos os nossos desejos, além de qualquer coisa que possamos conceber ou desejar.
A vida é uma busca da sabedoria, pois a sabedoria demanda que aprendamos a viver a partir dos recursos dessa luz e energia. Ser sábio é estar em harmonia com ela e, revigorado por ela. Desviar-se dessa harmonia, descer da sabedoria para a mera esperteza, é o mesmo que escorregar pelo declive que termina no inferno do não-ser. Esse escorregador é o processo inverso ao da conversão. Sempre que uma pessoa esteja viajando nessa contra-mão, ela poderá ver as mesmas coisas que a pessoa em conversão vê, mas, ela as vê ao contrário, tal como imagens da realidade refletidas em um espelho. Ao passo que a conversão nos conduz ao amor e a mais vida, seu oposto apenas aumenta o egoísmo que diminui a vida. O amor é criativo; o egoísmo lida com a morte. A conversão é um compromisso com a criatividade do amor. . . Nos deparamos com isso, tanto em indivíduos, quanto em sociedades. Em ambos os casos, a prosperidade material e o poder não são páreo para a verdadeira criatividade. A única qualificação merecedora de crédito é a dimensão de paz que flui do centro que harmoniza todas suas partes no amor.

 

original em inglês:

An excerpt from John Main OSB, “Self-Will and Divine-Will,” MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main (Norwich: Canterbury Press, 2006) pp. 195-96.

St Paul tells us that there is a light shining in our hearts. St John tells us that this light is the point of divine consciousness, of infinitely pure love, to be found and worshipped in every person—the light that enlightens everyone who comes into this world. This is what it means to be human: to enshrine this unique and universal divine one-pointedness. St Paul and St John are witnesses to this. But our own experience must also teach us that everything and everyone is enlightened by this same point of light that we find in ourselves. We must discover others in ourselves and ourselves in others. We must become real selves. Divine love is the originating and sustaining power of all creation and consciousness. Our hopes for peace are not vain hopes because the experience of God, in the Christ-light shining within us, leads us to peace and unifies us. . . .

Life is the pursuit of wisdom because wisdom requires that we learn to live out of the resource of this light and energy. To be wise is to be in harmony with it and vitalized by it. To slip out of this harmony is to descend from wisdom to mere cleverness and to begin to slide down the slope that ends in the hell of non-being. This slipping is the reverse of the process of conversion. Whenever someone is travelling in this reverse direction, they may see everything that a person in conversion sees but they see it in reverse as mirror images of reality. Whereas conversion leads us to love and more life, slipping increases only the egoism which diminishes life. Love is creative; egoism is death-dealing. Conversion is commitment to the creativity of love. . This is met with in individuals as well as in societies. In both, affluence and power are not the test. The only true test is the depth of peace flowing from the center and harmonizing all in love.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.