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Pureza de Coração

extraído de John Main OSB, WORD MADE FLESH (Norwich: Canterbury, 2009 pp. 58-59

Frequentemente pensamos na liberdade apenas como sendo a liberdade de podermos fazer o que bem entendermos. Todavia, até mesmo a experiência mais rudimentar de se entrar em contato com o poder de Jesus, na meditação, nos demonstra que a liberdade não é essencialmente a capacidade de fazer, mas, a liberdade de sermos quem somos. . .
Para sermos quem somos, precisamos estar nos relacionando. Muitas vezes, padecemos ao descobrir que não podemos ser nós mesmos no isolamento. O relacionamento fundamental na vida, é nossa relação com Deus, e a meditação é nosso compromisso com esse objetivo. A oração poderia ser descrita como sendo a atenção desinteressada que trazemos a esse relacionamento, do qual todos os relacionamentos se originam. Assim, não pensamos em nós mesmos durante a meditação. Assistimos a Deus. Até mesmo o pensar em Deus, nos levaria a pensar em Deus em termos de nós mesmos.
[. . .] O esplendor da oração consiste em que, na atenção desinteressada, entramos na plena bondade de Deus, e nós mesmos nos tornamos bons; não através de um esforço platônico qualquer, mas simplesmente porque ingressamos na luminosidade da órbita de sua bondade. Essa é a base essencial de toda moralidade - não que tentemos imitar a Deus, mas que participemos na bondade de Deus. Os antigos Padres denominavam isso "pureza de coração". A usufruímos quando nosso coração está despojado de qualquer desejo, inclusive do desejo por Deus. Não deveríamos querer possuir a Deus, ou mesmo possuir sabedoria ou felicidade. O desejo em si nos impede de usufruir qualquer um deles. Deveríamos sobretudo, de forma simples e quieta, sermos quem somos e, nos regozijarmos de sermos bons, por estarmos em Deus.

 

original em inglês

 

An excerpt from Fr. John Main, "Purity of Heart," WORD MADE FLESH (Norwich: Canterbury, 2009), pp. 58-59.

We often think of freedom merely as the freedom to do what we want to do. But even the most rudimentary experience of making contact with the power of Jesus in meditation shows us that freedom is not essentially the power to do but the liberty to be who we are. . . . .To be who we are, we must be in relationship. We often painfully discover that we cannot be ourselves in isolation. The fundamental relationship of life is our relationship with God, and meditation is our commitment to that. Prayer could be described as the selfless attention we bring to this relationship in which all relationships find their source. So we do not think about ourselves in meditation. We attend to God. Even to think of God would lead us to thinking of God in terms of ourselves.

[. . . .] The wonder of prayer is that, in selfless attention, we enter God's all-goodness and become good ourselves; not through any kind of platonic striving but simply because we enter the radiance of the orbit of his goodness. This is the essential basis of all morality, not that we try to imitate God but that we participate in the goodness of God. The ancient Fathers called this "purity of heart." It is enjoyed when our heart is cleansed of all desire, including the desire for God. We should not want to possess God or even to possess wisdom or happiness. Desire itself prevents us from enjoying any of these. We should rather, simply and in quiet stillness, be who we are and be content to be good because we are in God.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.