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A Exatidão do Sacrifício

John Main OSB, MOMENTO DE CRISTO (São Paulo: PAULUS Editora).

Nosso desafio não é o de rejeitarmos o mundo, nem o de rejeitarmo-nos a nós mesmos. O desafio é o de aprender a sacrificar. Para sacrificarmos, oferecemos algo a Deus e, na lei judáica, tudo era oferecido. Isso era chamado holocausto. Nada era retido. Tudo era dado a Deus. É isso o que a meditação faz à nossa vida.
O mantra, nossa meditação, permite que nos percamos inteiramente, que nos ofereçamos inteiramente, em nossa plenitude, a Deus. [...] O aspecto maravilhoso da meditação é o de que nesse auto-sacrifício, e perda de identidade , sua Presença torna-se nossa presença e, sua generosidade torna-se nossa generosidade. Ao perseverarmos na meditação, a perda de identidade torna-se cada vez mais completa, o sacrifício torna-se cada vez mais perfeito e, assim, a generosidade aumenta constantemente.
É por isso que, tão freqüentemente, procuro ressaltar a todos, a importância da repetição do mantra, do início ao fim de seu período de meditação. Sem pensamentos, sem palavras, sem imaginação, sem idéias. Lembrem-se do holocausto, do sacrifício. Ora, isso talvez seja a maior das coisas que podemos fazer como seres humanos conscientes: oferecermos nossa consciência a Deus. Ao oferecê-la, nos tornamos plenamente conscientes. É esta a experiência de São Paulo, quando ele fala acerca da proximidade de Deus: “Então, a paz de Deus, que excede toda compreensão, guardará os vossos corações e pensamentos, em Cristo Jesus.” Precisamos aprender a buscar essa paz, de maneira completa.

 

original em inglês:

From John Main OSB, “The Accuracy of Sacrifice,” MOMENT OF CHRIST (New York: Continuum, 1998), pp. 113-114.

[T]he challenge for us is not to reject the world nor to reject ourselves. The challenge is to learn to sacrifice. To sacrifice we offer something to God, and in the Jewish law it is the whole thing that was offered. It was called a holocaust. Nothing was kept back. Everything was given to God. That is what our meditation does to our life.

The mantra, our meditation, enables us to lose ourselves entirely, to offer ourselves entirely, in our wholeness, to God. [. . . ] The wonderful thing about meditation is that in this self-sacrifice and loss of self, God’s presence becomes our presence and God’s generosity becomes our generosity. As we persevere in meditation the loss of self becomes more and more complete, the sacrifice becomes more and more perfect and so the generosity is constantly increasing.

That is why I stress to you so often the importance of saying your mantra from the beginning to the end of your time of meditation. No thought, no words, no imagination, no ideas. Remember the holocaust, the sacrifice. Perhaps this is the greatest thing that we can do as conscious human beings---to offer our consciousness to God. In offering it we become fully conscious. This is the experience of St Paul when he is speaking about the nearness of God: “The peace of God, which is beyond our utmost understanding, will keep guard over your hearts and your thoughts, in Christ Jesus.” What we have to learn is to seek that peace absolutely.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.