Leitura da Semana

Acesse mais leituras e mensagens de D. John Main e D. Laurence Freeman:

Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
Quaresma 2017 >
Quaresma 2016 >
Quaresma 2015 >
Quaresma 2014 >
Quaresma 2013 >

Séries de Palestras

Encontre um Grupo de Meditacao Crista

Calendário de Eventos

Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

perfil john

Do Isolamento ao Amor

John Main OSB,O CAMINHO DO NÃO CONHECIMENTO (São Paulo, Ed. Vozes, 2009).

Meditamos porque sabemos, com absoluta certeza, que devemos caminhar através de nossa própria esterilidade, e para além dela.  Devemos transcender a esterilidade do sistema fechado, de uma mente puramente introspectiva.  Sabemos, com claridade cada vez maior, que precisamos caminhar para além do isolamento, em direção ao amor. . .  Quanto mais profundo o grau em que nos voltamos para nós mesmos, tanto mais complexo será o grau em que nos fixamos em nossa própria auto-consciência.  O resultado se parece a estarmos presos em uma sala de espelhos onde, constantemente, acreditamos que o reflexo seja a realidade.  Mas, tudo o que temos são imagens de nós mesmos.
[P]or que a meditação é tão diferente? . . . [É porque] nós devemos fazer um ato de fé, um ato de completo abandono.  Em outras palavras, nos comprometemos com a meditação e com o mantra, como um meio de abandonar a auto-consciência.  É nesse ponto que a esterilidade se transforma em pobreza: uma pobreza que abraçamos completamente-- um estado de simplicidade completa, vulnerabilidade completa, e completo abandono a Deus.  A auto-consciência cede lugar à consciência.  Nos damos conta do que está além de nossos horizontes, daquilo que é, daquilo que Deus é: de que Deus é amor. . .  Enxergamos todas as coisas banhadas pelo infinito amor de Deus.

 

original em inglês:

An excerpt from John Main OSB, “From Isolation to Love,” THE WAY OF UNKNOWING (New York: Crossroad, 1990), pp. 44-46.

We meditate because we know with absolute certainty that we must pass through and beyond our own sterility. We must transcend the sterility of the closed system, of a purely introspective mind. We know, with an ever greater clarity, that we have to pass beyond isolation into love. . . .The deeper the degree to which we turn in upon ourselves, the more complex will be the degree to which we become fixated on our own self-consciousness. The result is like being trapped in a hall of mirrors where we constantly take the image for reality. And all we have are images of ourselves.

[W]hy is meditation so different? . . . .[It is because we] have to make an act of faith, a total act of abandon. In other words, we commit ourselves wholly to meditation, and to the mantra as a way [of] letting go of self-consciousness. It is at this point that sterility is transformed into poverty---a poverty that we embrace totally---a state of complete simplicity, complete vulnerability and complete abandon to God. And self-consciousness gives way to consciousness. We become aware of what is beyond our own horizons, of what is, what God is: that God is love. . . .We see everything bathed in the infinite love of God.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.