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A Fonte da Vida

extraído de John Main OSB, O MOMENTO DE CRISTO (São Paulo, Paulus, 1992)

É do conhecimento de todas as grandes tradições espirituais que, em profunda imobilidade, o espírito humano começa a ter consciência de sua própria Fonte. Na tradição hindú, por exemplo, os Upanishads falam do espírito do Uno que criou o universo, e que habita em nossos corações. Descreve-se o mesmo espírito como sendo aquele que, em silêncio, é amor por todos. Em nossa própria tradição cristã, Jesus nos fala do Espírito que habita nosso coração, e do Espírito como sendo o Espírito de amor. Esse contato interior com a Fonte da Vida para nós é vital, pois sem ele dificilmente poderíamos fazer uma idéia do potencial que nossa vida tem para nós. O potencial é o de que deveríamos crescer, de que deveríamos amadurecer, de que deveríamos alcançar a plenitude da vida , a plenitude do amor, a plenitude da sabedoria. O conhecimento desse potencial é de suprema importância para cada um de nós. Em outras palavras, aquilo que cada um de nós deve fazer, e aquilo que cada um de nós é convidado a fazer, é começar a compreender o mistério de nosso próprio ser, como sendo o próprio mistério da vida.[...]
Nesse ponto, a tradição da meditação é de suprema importância para nós . . . trata-se de uma tradição de compromisso espiritual . . . que permeia todas as eras e que, no entanto, está disponível para você e para mim. A única coisa que se faz necessária, é que a acessemos por meio do início da prática. Devemos dedicar tempo. . .para estarmos disponíveis para esse trabalho de entrar em contato com a Fonte de toda vida, e para o trabalho de fazer com que haja espaço disponível em nossas vidas para a expansão do espírito. O aprofundamento da fé e a própria prática da meditação, são ambos muito simples. Você simplesmente adota a sua palavra. . .e a repete. . . . Você entra em contato com o fundamento de seu ser, porqueo mantra tem suas raízes em seu coração, o centro de seu ser, e porque seu ser tem suas raízes em Deus, o centro de todos os seres.

original em inglês

An excerpt from John Main, “The Life Source,” MOMENT OF CHRIST (New York: Continuum, 1998), pp. 76-78.

 

Every great spiritual tradition has known that in profound stillness the human spirit begins to be aware of its own Source. In the Hindu tradition, for example, the Upanishads speak of the spirit of the one who created the universe as dwelling in our hearts. The same spirit is described as the one who in silence is loving to all. In our own Christian tradition Jesus tells us of the Spirit who dwells in our heart and of the Spirit as the Spirit of love. This interior contact with the Life Source is vital for us, because without it we can hardly begin to grasp the potential that our life has for us. The potential is that we should grow, that we should mature, that we should come to fullness of life, fullness of love, fullness of wisdom. The knowledge of that potential is of supreme importance for each of us. In other words, what each of us is invited to do is begin to understand the mystery of our own being as the mystery of life itself. [. . . .]

That is where the tradition of meditation is of supreme importance . . . it is a tradition of spiritual commitment . . . through all the ages and yet available for you and me. The only thing that is necessary is that we actually begin the practice. We have to make ourselves available for this work of making contact with the Source of all life, we have to make space available in our lives for the expansion of spirit. The deepening of faith and the actual practice of meditation are both very simple. You simply take your word . . . and repeat it. . . . [Y]ou make contact with the ground of your being, because the mantra is rooted in your heart, the center of your being, and because your being is rooted in God, the center of all being.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.