Leitura da Semana

Acesse mais leituras e mensagens de D. John Main e D. Laurence Freeman:

Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
Quaresma 2017 >
Quaresma 2016 >
Quaresma 2015 >
Quaresma 2014 >
Quaresma 2013 >

Séries de Palestras

Encontre um Grupo de Meditacao Crista

Calendário de Eventos

Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

perfil john

A Fome de Oração

extraído de John Main OSB, THE COMMUNITY OF LOVE (New York: Continuum, 1999), pgs. 13-15

A experiência cristã. . .não é conceitual, nem é principalmente comunicada pela Igreja num nível conceitual, em que podemos tão facilmente nos tornar um “doente à procura de controvérsias e discussões de palavras” (1 Tm. 6:4). A experiência seria melhor descrita como uma transformação de consciência, a que São Paulo chamou de posse cristã da “mente do Cristo”. A comunicação é espiritual e direta. . . . O perigo da idolatria é essa preferência pelo que é mecânico e legalista: a preferência, na verdade, pela contínua repetição enfadonha, em lugar da dinâmica da conversão. [. . . .]
O grande anseio dos corações de homens e mulheres em todo o mundo, é o da experiência de adoração “em espírito e em verdade”. Sua fome é a de encontrar o mais profundo mistério do ser, ali onde ele é extremamente pessoal. A busca é a de uma experiência autêntica de nós mesmos como criaturas de Deus, amadas e redimidas. . . Não há nenhuma dúvida de que a fome deste nosso tempo é a do Deus interior. [. . . ]
O poder, a força viva, a autoridade e a alegria autêntica da Igreja primitiva, derivavam dessa experiência da imanência de Deus a que chamamos de vida interior do Espírito Santo. Ora, segundo proclamam os registros escritos, essa era uma experiência intoxicante. Porém, mais do que intoxicação ou entusiasmo, era uma experiência profundamente pessoal para aqueles que a ela estavam abertos. . . A relevância deste testemunho dos primeiros cristãos para nós, é a de que não se tratava de uma experiência de outro mundo, ou de rejeição do mundo. Era uma experiência da integralidade da criação, interpenetrada pelo poder do amor salvador de Cristo.

 

original em inglês

An excerpt from John Main OSB, “The Hunger for Prayer,” THE COMMUNITY OF LOVE (New York: Continuum, 1999), pp. 13-15

 

The Christian experience. . .is not a conceptual one, nor is it principally communicated by the Church on the conceptual level where we can so easily become “morbidly keen on mere verbal questions and quibbles” (1 Tim. 6:4). The experience is best described as a transformation of consciousness, which St Paul called possessing of the “mind of Christ.” The communication is spiritual and direct. . . The hazard of idolatry is the preference for the mechanical and the legalistic: the preference, in fact, for dull repetition over against the dynamic of conversion. [. . . .]

The great yearning in the hearts of men and women all over the world is for [the] experience of worship “in spirit and in truth.” Their hunger is to encounter the mystery of being at its deepest where it is supremely personal. The search is for an authentic experience of ourselves as the created, the loved and the redeemed of God. There is no doubt that the hunger of our own time is for the God within. [. . . ]

The power, the momentum, the authoritative and authentic joy of the early Church derived from this experience of the immanence of God which we call the indwelling of the Holy Spirit. Now this was an intoxicating experience as the written records proclaim. But more than intoxication or enthusiasm it was an experience so profoundly personal to those who were open to it. . . . The relevance of this witness of the early Christians for us is that it was not an other-worldly or world-rejecting experience. It was an experience of the whole of creation interpenetrated with the power of Christ’s saving love.

That is where the tradition of meditation is of supreme importance . . . it is a tradition of spiritual commitment . . . through all the ages and yet available for you and me. The only thing that is necessary is that we actually begin the practice. We have to make ourselves available for this work of making contact with the Source of all life, we have to make space available in our lives for the expansion of spirit. The deepening of faith and the actual practice of meditation are both very simple. You simply take your word . . . and repeat it. . . . [Y]ou make contact with the ground of your being, because the mantra is rooted in your heart, the center of your being, and because your being is rooted in God, the center of all being.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.