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Os Oceanos de Deus

Extraído de  John Main OSB, "The Oceans of God" (December 1982), MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main (Norwich: Canterbury, 2006), pp. 226, 227.

A maior dificuldade é começar, dar o primeiro passo, lançar-se na profundidade e na realidade de Deus, tal como revelada em Cristo. Uma vez que tenhamos deixado para trás as praias do nosso próprio eu, rapidamente, navegamos nas correntes da realidade que nos dão direção e impulso. Quanto mais quietos e atentos estivermos, mais sensivelmente responderemos a essas correntes. E, então, nossa fé se torna mais absoluta e, verdadeiramente, espiritual. Pela quietude no espírito, nos movemos em direção ao oceano de Deus. Se tivermos a coragem de sairmos das praias, não fracassaremos em encontrar essa direção e energia. Quanto mais nos distanciamos em nossa jornada, mais fortes se tornam as correntes e mais profunda a nossa fé. Por algum tempo, o paradoxo de que o horizonte ao qual nos destinamos está sempre recuando, desafia a fé. Para onde estamos indo com essa fé mais profunda? Quando chegaremos? Então, gradualmente reconhecemos o significado das correntes . . . e compreendemos que o oceano é infinito. [...]
O único caminho para conhecermos Cristo é o que penetra esse mistério pessoal, no silêncio do amor, deixando para trás as ideias e as palavras. Nós as deixamos para trás para que possamos penetrar inteiramente no amor ao qual a vida, a morte e a meditação nos conduzem pessoalmente.

 

original em inglês:

An excerpt from John Main OSB, “The Oceans of God,” December 1982 in MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main (Norwich: Canterbury, 2006), pp. 226, 227.

 

The greatest difficulty is to begin, to take the first step and launch out into the depth reality of God revealed in Christ. Once we have left the shore of our self, we soon pick up the currents of reality that give us our direction and momentum. The more still and attentive we are, the more sensitively we respond to these currents. And so the more absolute and truly spiritual our faith becomes. By stillness in the spirit we move into the ocean of God. If we have the courage to push off from the shore we will not fail to find this direction and energy. The further out we travel the stronger the current becomes, and the deeper our faith. For a while faith is challenged by the paradox that the horizon of our destination seems to be always receding. Where are we going with this deeper faith? When will we arrive? Then gradually we recognize the meaning of the current . . . and see that the ocean is infinite. [. . . .]

The only way to know Christ is to enter into his personal mystery, in the silence of love, leaving ideas and words behind us. We leave them behind so that we can enter fully the love to which life, death and meditation is leading each of us.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.