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Preparação para o Nascimento

extraído de THE PRESENT CHRIST (NY: Crossroad, 1991), pgs. 39-40.

Um dos temores que encontro mais frequentemente, nas pessoas que começam a meditar como meio de peregrinação diária, é o de que essa jornada para seu próprio coração, para esse espaço infinito, possa levá-las ao isolamento, longe do conforto e da familiaridade do conhecido, para o desconhecido. Este é um temor inicial compreensível. Ao dizermos “deixar para trás o que nos é familiar”, isso frequentemente significa “deixar para trás a superficialidade” e, isso pode criar uma sensação de vazio, à medida que nos expomos a uma maior profundidade e a uma realidade mais substancial. Levamos algum tempo, para nos adaptar a essa sensação de pertencer a algo novo, de um novo parentesco, que parece colocar todos os nossos relacionamentos em uma nova ordem. A nossa “volta ao lar”, pode nos dar a sensação de um “não termos um lar”.
Com o tempo, compreendemos que, nessa nova experiência de inocência, de deleite no dom da vida, estamos deixando para trás a infantilidade e, adentrando a maturidade completa que Jesus desfruta no Pai, a totalidade de seu amor, que entra e se expande em nossos corações, no Espírito. Não será apenas agora, no início de nossa peregrinação, que precisaremos do amor humano e, da inspiração de outros. Mas, é agora, ao encontrarmos um largo horizonte que nos é pouco familiar, que sentimos uma carência especial, da energia de comunidade com outros. Abrirmo-nos a eles, expande, por sua vez, nossa sensibilidade a suas carências. E, assim que o mantra nos conduza para mais longe de nosso auto-centramento, nos voltaremos mais generosamente para os outros, recebendo, em troca, seu apoio. Na verdade, nosso amor pelos outros, é a única maneira verdadeiramente cristã de medirmos nosso progresso na peregrinação da prece.
... O compromisso que, a princípio, essa jornada nos exige, é pouco familiar. Demanda fé, talvez uma certa negligência para começar. Porém, uma vez que tenhamos começado, será a natureza de Deus, a natureza do amor, que nos fará voar, ensinando-nos, por experiência própria, que nosso compromisso é com a realidade, que nossa disciplina é a prancha que nos impulsiona à liberdade. Só por experiência própria podemos provar que é infundado o temor de que a jornada seja mais da “partida”, do que da “chegada”. Esta é uma jornada em que, afinal, só a experiência conta. As palavras ou textos de outras pessoas só podem adicionar alguma luz à realidade completamente verdadeira, completamente presente e, completamente pessoal, que vive em seu coração e, em meu coração. 

 

original em inglês

 

From John Main OSB, “Preparing for Birth,” THE PRESENT CHRIST (New York: Crossroad, 1991), pp. 39-40.

One of the fears I most often encounter in people beginning to meditate as a daily pilgrimage is that the journey to their own heart, to this infinite space, may take them into isolation, away from the comfort and familiarity of the known into the unknown. This is an understandable initial fear. To leave behind the superficial is what we often mean by leaving behind the familiar and this can create a sense of emptiness as we become exposed to greater depth and more substantial reality. It takes time for us to adjust to this new sense of belonging, of a new relatedness that seems to set all our relations in a new order. Our coming home can seem like homelessness.

In time we realize that in this new experience of innocence, of delight in the gift of life, we are leaving childishness behind and entering into the full maturity that Jesus enjoys in the Father, the fullness of his love that enters and expands within our hearts in the Spirit. It is not only now, at the beginning of the pilgrimage, that we need the human love and inspiration of others. But it is now when we encounter an unfamiliarly wide horizon that we have a special need for the power of community with others. Our openness to them expands our sensitivity in turn to their needs. And as the mantra leads us ever further from self-centeredness we turn more generously to others and receive their support in return. Indeed, our love for others is the only truly Christian way of measuring our progress on the pilgrimage of prayer.

. . . . The commitment this journey calls from us at first is unfamiliar. It requires faith, perhaps a certain recklessness to begin. But once we have begun, it is the nature of God, the nature of love to sweep us along, teaching us by experience that our commitment is to reality, that our discipline is the springboard to freedom. The fear that the journey is “away from” rather than “towards” is only disproved by experience. This is a journey where ultimately only experience counts. The words or writings of others can add only a little light to the wholly actual, wholly present and wholly personal reality that lives in your heart and in my heart.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.