Leitura da Semana

Acesse mais leituras e mensagens de D. John Main e D. Laurence Freeman:

Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
Quaresma 2017 >
Quaresma 2016 >
Quaresma 2015 >
Quaresma 2014 >
Quaresma 2013 >

Séries de Palestras

Encontre um Grupo de Meditacao Crista

Calendário de Eventos

perfil john

Comunidade Cristã

extraído da coletânea de John Main OSB no livro The Hunger for Depth and Meaning (Cingapura,  Medio Media, 2007), pgs.143-4.

Em todos nós existe algo que nos incita a querer controlar o outro. Precisamente, o crime da idolatria é o de criar nosso próprio deus à nossa própria imagem e semelhança. Em vez de encontrar Deus em Sua espantosa diferença de nós mesmos, construímos um modelo lúdico à nossa própria imagem psíquica e emocional. É claro que não causamos nenhum mal a Deus ao fazermos isso, uma vez que a irrealidade não tem poder sobre a verdade. Todavia, ao entregarmos a potencial e divina glória de nossa humanidade ao falso brilho do bezerro de ouro, de fato nos depreciamos e nos dispersamos.
A verdade é muito mais excitante, muito mais maravilhosa . . . Nossa maneira de experienciarmos essa verdade está no silêncio de nossa meditação. O poder que esse silêncio tem é o de permitir que a verdade emerja, se eleve até a superfície, tornando-se visível. Sabemos que ela é maior do que nós somos, e encontramos uma talvez inesperada humildade em nós mesmos que nos conduz ao verdadeiro e atento silêncio. Permitimos que a verdade se manifeste.
Assim como podemos rebaixar Deus a nossa própria medida impondo nossa própria identidade, também podemos fazer o mesmo com outras pessoas. Na meditação, desenvolvemos nossa capacidade de voltar todo o nosso ser na direção do Outro. Aprendemos a deixar que nosso próximo se manifeste, assim como aprendemos a deixar que Deus se manifeste. Aprendemos a não manipular nosso próximo, mas, em vez disso, revenciá-lo, reverenciar sua importância, a maravilha de seu ser. Ou, em outras palavras, aprendemos a amar nosso próximo. Por isso, a prece se constitui na grande escola de comunidade.

original em inglês

An excerpt from John Main OSB, “Christian Community” in The Hunger for Depth and Meaning, ed. P. Ng (Singapore: Medio Media, 2007), pp.143-4.

 

[T]here is something in all of us that incites us to control the other. The crime of idolatry is, precisely, creating our own god, in our own image and likeness. Rather than encounter God in God’s awesome difference from ourselves, we construct a toy model in our own psychic and emotional image. In doing this, we do not harm God, of course, as unreality has no power over truth. But we do debase and scatter ourselves, surrendering the potential and divine glory of our humanity for the false glitter of the golden calf.

The truth is so much more exciting, so much more wonderful. . . .Our way to experience this truth is in the silence of our meditation. The power that silence has is to allow truth to emerge, to rise to the surface, to become visible. We know that it is greater than we are, and we find a perhaps unexpected humility within ourselves that leads us to real attentive silence. We let the truth be.

Just as we can cut God down to our own size and impose our own identity, so we can do this with other people. In meditation, we develop our capacity to turn our whole being towards the Other. We learn to let our neighbor be, just as we learn to let God be. We learn not to manipulate our neighbor but rather to reverence him, to reverence his importance, the wonder of his being. In other words, we learn to love him. . . .Because of this, prayer is the great school of community.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.