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Carta Quatro

extraído do livro Letters From The Heart (New York Crossroad,1988), pgs. 63-64.

O compromisso de fé não é meramente intelectual ou dialético. Não se trata de uma decisão que tomamos de “acreditar” nas ideias da tradição cristã. Trata-se muito mais de termos a coragem e, em um sentido real, a imprudência de nos abrirmos para o desconhecido, o insondável e, o verdadeiramente misterioso. . . Nos permitimos, em pleno sentido bíblico, “conhecer” o mistério, ou melhor, sermos conhecidos por ele. Para que nos permitamos fazer isso (que é uma melhor maneira de dizê-lo do que dizer para que nos obriguemos a fazê-lo) devemos seguir o preceito fundamental do Evangelho no sentido de nos tornarmos simples, de nos tornarmos como crianças, de nos tornarmos despertos. Causa muita admiração que, apesar do fato de que. . . os seguidores da corrente principal [da tradição] facilmente esquecem-se disso, esses são os princípios fundamentais do Evangelho: a fé não é uma questão de esforço, mas de receptividade.
Precisamos entender a fé. . . como receptividade, e vê-la como uma maneira de ser que é positiva, criativa, sensível, o que está a kilômetros de distância da mera passividade ou do quietismo. A eficácia de toda ação depende da qualidade de ser que desfrutamos. E, sermos receptivos implica em outras determinadas qualidades, tais como, mantermo-nos imóveis, isso porque não podemos estar receptivos para o que está aqui se estivermos sempre correndo atrás daquilo que acreditamos que esteja acolá; tais como, sermos silentes, isso porque não podemos escutar ou receber a menos que dediquemos nossa total atenção; tais como, sermos simples, isso porque é a plenitude, a integridade de Deus, aquilo para o que estamos sendo receptivos. A condição para a receptividade, como uma mistura de imobilidade, silêncio e simplicidade, é a condição para a prece: nossa natureza e nosso ser em harmonia integral com o ser e a natureza de Deus. . .
A meditação é o nosso caminho para essa condição de sermos integralmente humanos, de estarmos integralmente vivos: [a] condição para a qual somos chamados.

 

original em inglês:

An excerpt from John Main OSB, “Letter Four,” LETTERS FROM THE HEART (New York: Crossroad, 1988), pp. 63-64.

[The] commitment of faith is not merely intellectual or dialectical. It is not that we decide to “believe” in the ideas of the Christian tradition. It is much rather that we have the courage and, in a real sense, the recklessness to open ourselves to the unknown, the unfathomable and truly mysterious. . . .We allow ourselves, in the full biblical sense, to “know” the mystery or, even better, to be known by it. To allow ourselves to do this (a better way of putting it than to say make ourselves do it) is to follow the fundamental gospel precept of becoming simple, of becoming childlike, of becoming awake. It is no small cause for wonder that despite the fact that. . .it is so easily forgotten by those in [the tradition’s] mainstream, that these are the fundamental tenets of the gospel---faith is not a matter of exertion but of openness.

We need to see faith . . .as openness, and to see it as a positive, creative, sensitive way of being---miles apart from mere passivity or quietism. The effectiveness of all doing depends on the quality of being we enjoy. And to be open implies certain other qualities: such as being still, because we cannot be open to what is here if we are always running after what we think is there; such as being silent, because we cannot listen or receive unless we give our whole attention; such as being simple, because what we are being open to is the wholeness, the integrity of God. This condition of openness as the blend of stillness, silence and simplicity is the condition of prayer: our nature and being in wholesome harmony with the being and nature of God. . .

Meditation is our way to this condition of being fully human, fully alive—[the] condition we are all called to.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.