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O Cristo Presente

MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main,
ed. L. Freeman (Norwich: Canterbury, 2006), p. 163.

Na Ressurreição somos absolvidos da necessidade de objetificar Deus. Não mais precisamos falar com Deus para apaziguá-lo ou fazer-lhe pedidos. “Vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lho pedirdes”, Jesus nos assegura. Desde aquele momento no tempo, em que Jesus despertou para a sua união com o Pai, a humanidade foi além do estágio de sua infância espiritual. Naquele momento ela amadureceu para a “completa estatura do Cristo”. Esse momento de Cristo se encontra no centro de nosso ser, em nosso próprio coração, onde seu espírito vive e se desenvolve como uma semente plantada no solo. A busca daquele momento é a obra da meditação. Trata-se de uma obra vitalizante e cheia de alegria, porque vamos ao coração com uma fé que sabe que aquele momento já alvoreceu, e nasceu de modo imperecível. A partir do momento em que conhecemos essa união por experiência própria, toda a nossa existência renasce. Passa a ser conhecida como estando unida em uma integridade que é santidade. E tudo isso é obra de um momento, o momento de Cristo.

Não apenas nos libertamos da necessidade de nos percebermos dualisticamente a nós mesmos e a Deus. Na verdade somos convocados a não fazer isso. “Mas, vem a hora – e é agora – em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade”. Ao dizer isso à samaritana Jesus nos chama a todos para uma nova dimensão da consciência espiritual. Não mais podemos insistir no dualismo da infância espiritual estando na verdade do momento de Cristo. O Espírito de Cristo que vive em nosso interior não é apenas uma dádiva, uma oferta especial, uma graça que possamos aceitar ou declinar. Trata-se de uma realidade, a porta para o redil de união ilimitada. 

original em inglês:

An excerpt from John Main OSB, “The Present Christ” (April 1981), in MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main, ed. L. Freeman (Norwich: Canterbury, 2006), p. 163.
 
In the Resurrection we are absolved from the need to objectify God. No longer do we have to talk to God, to appease or petition him. “Your Father knows what your needs are before you ask him,” Jesus assures us. From that eternal moment in time when Jesus awoke to his union with the Father, we pass beyond the stage of spiritual infancy. In that moment we mature into the “full stature of Christ.” This moment of Christ is found in the center of our being, in our own heart, where his spirit lives and grows like a seed buried in the ground.
 
Finding that moment is the work of meditation. It is a joyful and vitalizing work because we come to know that the moment has already dawned and is born imperishably. Once we know this union in our own experience, our whole existence is reborn. We are united in a wholeness that is holiness. And this is all the work of a moment, the moment of Christ.
 
We are not only freed from the need to see ourselves and God dualistically. We are actually summoned not to. “The time has come, indeed it is already here” when we are called to worship God in spirit and in truth. By saying this to the Samaritan woman, Jesus calls us all into a new dimension of spiritual consciousness. We can no longer persist in the dualism of spiritual infancy and be in the truth of the moment of Christ. The indwelling of the Spirit of Christ is not just a gift, a special offer, a grace we can accept or decline. It is reality, the door into the sheepfold of boundless union.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.