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A Irrealidade do Medo

John Main, extraído de THE HEART OF CREATION (New York: Continuum. 1998), pgs. 24-25.

À medida em que lemos o Evangelho vemos que há uma escolha diante de nós. A alternativa está entre o amor e o medo. O medo é destrutivo e corrosivo, seja ele medo de doença, guerra ou fome, seja medo do sobrenatural, ou de deuses raivosos e vingativos que precisam ser aplacados com rituais compulsivos. A diferença entre o mundo da barbárie e o mundo civilizado, é que a barbárie prospera no medo. A civilização prospera no amor que impulsiona o vigor, a energia, a vitalidade e a criatividade. A energia da barbárie é negativa; seu principal impulso é destrutivo, e sua principal arte é a da guerra. A principal arte da vida cristã é a da paz.
Nosso compromisso com a meditação é nossa abertura para a paz do amor redentor de Deus, nossa total aceitação dele, nossa renúncia à auto fixação e, nosso compromisso com a auto-entrega. Enquanto estamos repetindo nosso mantra, não podemos ficar pensando em nós e, é precisamente a auto-obsessão que nos reconduz à fantasia. Assim, quando percebemos que paramos de repetir o mantra, que nossa mente está divagando, devemos simplesmente retornar a ele e, com ele, para a realidade. Isto é, retornar para Deus, presente em nossos corações. Em outras palavras, retornamos para uma fé que nos impulsiona para além de nós mesmos, para Deus. Todos nós sabemos que esta auto-transcendência é nossa salvação. Fundamentalmente, todos nós sabemos que precisamos encontrá-la no silêncio de nossos corações. A alternativa é, ... a ilusão.
A função fundamental do Evangelho, que é na verdade seu único fundamento, é a de expulsar o medo, de arrancá-lo com suas raízes, para que possamos ir cada vez mais fundo dentro de um coração sem medo e, lá encontrarmos o amor mais profundo.

 

original em inglês

An excerpt from John Main OSB, "The Unreality of Fear," THE HEART OF CREATION (New York: Continuum. 1998), pp. 24-25.

As we read the gospel we see that a choice is set before us. The alternative is between love and fear. Fear is destructive and corrosive, whether it is the fear of disease, war or famine or whether it is fear of supernatural, angry vengeful gods who must be placated by compulsive rituals. The difference between a barbaric world and a civilized world is that barbarism thrives on fear. Civilization thrives on a love that gives birth to vigor, energy, vitality, creativity. Barbaric energy is negative; its main thrust is destructive and its principal art is war. The principal art of the Christian life is peace.

Our commitment to meditation is our openness to the peace of God's redemptive love, our total acceptance of it, our abandonment of self-fixation and our commitment to self-giving. While we are saying our mantra we cannot be thinking about ourselves, and it is precisely self-obsession that leads us . . .into fantasy. So when we find that we have stopped saying the mantra, that our mind is drifting, we must simply return to it and, with it, to reality, return, that is, to God present in our hearts. Or in other words, we return to a faith that propels us beyond ourselves into God. We all know that this self-transcendence is our salvation. Fundamentally, we all know that we must go to meet it in the silence of our hearts. The alternative. . .[is] illusion.

The root-function of the gospel, which is really the only root, is to expel fear, to pluck it out by the roots so that we can go deeper and deeper into a fearless heart and there encounter profoundest love.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.