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Além de Todas as Imagens

Extraído do livro de John Main OSB, Caminho do Não Conheimento (Teresópolis, Vozes Editora, 2010).

Em diferentes períodos de nossas vidas todos nós quisemos nos comprometer com a verdade, nos comprometer com Deus. Todos tentamos, todos sentimos o desejo de rezar, e todos fracassamos. Porém, em algum momento, chegamos à conclusão de que a sabedoria que rebemos da tradição contemplativa da prece é a sabedoria que transforma o fracasso em triunfo. O silêncio e a pobreza que experienciamos em nossa meditação passam a representar uma auto autenticação. Sabemos que não podemos analisar a Deus. Sabemos que, com nossas mentes finitas, não podemos compreender a infinitude de Deus. Mas, sabemos também, ou ao menos logo passamos a ter uma leve suspeita, que podemos experienciar o amor que Deus tem por nós. . . Trata-se de um conhecimento experiencial que nos ensina, adicionalmente, que as imagens fabricadas pelo ego, quer sejam de desesperança ou de santidade, devem todas ceder passagem. Nenhuma delas pode ser levada a sério. . .
O sucesso e o fracasso cedem passagem para o que passamos a conhecer como verdadeiro, por meio de nossa própria experiência da meditação: morte e ressurreição. Toda vez que nos sentamos para meditar morremos para o eu e, nos elevamos para além de nossas próprias limitações, para uma nova vida em Cristo. . . Passamos a compreender que a disciplina diária é quem desmascara o ego. Desmascarado ele desaparece. Não devemos nos impacientar nem desanimar. Devemos repetir nosso mantra, com fé, dia após dia. Sucesso ou fracasso, então, não terão significado. A única coisa significativa é a realidade de Deus, a realidade da presença em nosso coração.

original em inglês

From John Main, OSB, “Beyond All Images,” THE WAY OF UNKNOWING (New York: Crossroad, 1990), pp. 41-43.

[A]t various times in our lives, all of us have wanted to be committed to truth, to be committed to God. All of us have tried, all of us have wanted to pray, and all of us have failed. But at some time we come to the conclusion that the wisdom we receive from the contemplative tradition of prayer is the wisdom that turns the failure into triumph. The silence and poverty we experience in our meditation become self-authenticating. We know that we cannot analyze God. We know that we cannot, with finite minds, understand the infinitude of God. But we also know, or at least we soon begin dimly to suspect, that we can experience God’s love for us. . . .It is this experiential knowledge that teaches us, too, that the images manufactured by the ego, whether of hopelessness or of sanctity, must all give way. None of them can be taken seriously. . . .

Success and failure give way to what we come to know to be true through our own experience of meditation: death and resurrection. Every time we sit down to meditate we die to self and we rise beyond our own limitations to new life in Christ. . .. We come to understand that it is the daily discipline that unmasks the ego. Unmasked, it disappears. We must not be impatient or despondent. We must say our mantra, with faith, day after day. Success or failure will then have no significance. The only thing that is significant is the reality of God, the reality of the presence in our heart.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.