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extraído de Jesus O mestre Interior

extraído do livro Jesus - O Mestre Interior (São Paulo: Martins Fontes, 2004)

Recitamos o mantra continuamente, qualquer que seja nosso estado de espírito: “em tempos de guerra e em tempos de paz”, como afirma A Nuvem do Não Saber; “em tempos de prosperidade e de adversidade”, como afirma João Cassiano; “do início ao fim de cada meditação”, como disse, por sua vez, John Main. Com a prática, o mantra lança suas raízes mais profundamente em nosso ser, estabelecendo a harmonia entre o inconsciente e o consciente. Imperceptível, e gradativamente, ele desce da cabeça para o coração. Com o tempo, repetimos o mantra, o emitimos e, então, o ouvimos, com cada vez menor esforço e maior atenção.

Naturalmente, haverá dias tumultuosos, ou períodos de aridez, na meditação, em que nos parece quase impossível repetirmos o mantra. Procuramos toda e qualquer justificativa para não nos sentarmos para meditar. Quando o fazemos, o mantra é logo sobrepujado por ondas de pensamentos e emoções. Porém, se ainda assim perseverarmos ou recomeçarmos, tal como a semente da parábola, que germina na escuridão uterina da terra (como, não sabemos, disse Jesus), o mantra fielmente nos dirigirá cada vez mais profundamente. E, com a profundidade, vem a clareza, a imobilidade, o autoconhecimento, a grande dádiva da compaixão e a quietude interior que é necessária para uma atenção cada vez mais completa, uma transcendência mais generosa. Imperceptivelmente o mantra progride através do espaço da quietude, entre ondas de pensamentos e da vida interior.[...]

Com o passar do tempo ele nos traz a pobreza autêntica em que aprendemos simplesmente a ser. A experiência dessa realidade amorosa, de tempos em tempos, nos prepara para resistirmos aos muitos reveses e desapontamentos, que acontecem ao longo do caminho. Haverá tempos de derrota. Porém, mesmo quando nos parece que estejamos regredindo, haverá crescimento em andamento, desde que haja fé. Na noite mais escura, uma luz invisível ainda brilha.

original em inglês:

A selection from Laurence Freeman OSB, JESUS: THE TEACHER WITHIN (New York: Continuum, 2000) pp. 226-227.

[T]he mantra . . .is recited continuously whatever we may be feeling: “in times of war and times of peace,” as The Cloud of Unknowing puts it; “in times of prosperity and adversity,” as John Cassian puts it; “from the beginning to the end of each meditation,” as John Main said in his turn. With practice the mantra pushes its roots deeper into our being, establishing harmony between the conscious and the unconscious. Imperceptibly and gradually it sinks from the head to the heart. Over time we say the mantra, then sound it, then listen to it with less effort and more attention.

Naturally, there are stormy days or dry periods of meditation when it seems next to impossible to say the mantra. We look for every justification not to sit and meditate. When we do, the mantra is immediately washed away by waves of thought and emotion. But if we do persevere or start again then, like the seed in the parable, which grows in the dark womb of the earth (how we do not know, Jesus said), the mantra faithfully guides us ever deeper. And with depth comes clarity, stillness, self-knowledge, the great gift of compassion and the inner stillness needed for ever-more complete attention, more generous transcendence. The mantra imperceptibly progresses through the interspace of stillness, between the waves of thought and of the inner life. [. . .]

With time it brings us to the authentic poverty where we learn simply to be. Experiencing this lovely reality from time to time empowers us to endure many setbacks and disappointments along the way. There will be times of defeat. . But even when we seem to be regressing, growth is happening if there is faith at work. In the darkest night an invisible light still shines.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.