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Espírito

uma seleção do livro JESUS O MESTRE INTERIOR (São Paulo – Martins Fontes, 2000).

A alegria que vem com a realização da verdade é a bem aventurança do Espírito. Ela cancela a vergonha de todos os fracassos do passado. Conscientes de que este Espírito da verdade está conosco como um amigo, estamos em melhor posição para tolerar nos outros, e em nós mesmos, aquilo que ainda não alcançou a plenitude do ser... A verdade é tolerante porque o Espírito é amor que perdoa. Ele permite que a inverdade sobreviva no presente, assim como um pai ou uma mãe que ama, permite que o filho erre. A verdade abraça, em vez de excomungar seus inimigos. Ela se torna manifesta depois de muito destilar a experiência. Não se trata de um objeto, ou de uma resposta, que devamos encarar e preservar. [E], sempre que não haja nenhum ego, através do qual a verdade precise passar, a comunicação se expande para se tornar comunhão.
O Espírito é a ausência de egoísmo, a vacuidade ilimitada, de Deus. Ele portanto, preenche todas as coisas com sua vacuidade e, contém “toda a verdade”. Apenas a vacuidade pode conter todas as coisas. [...]
No evangelho de São João a Ressureição e o envio do Espírito são vistos como um único evento. Na tarde do dia da Páscoa, Jesus veio e, se colocou em meio a seus discípulos, que, temerosos, haviam se reunido em uma sala trancada. A primeira palavra que lhes dirigiu foi Shalom. [...] Shalom flui diretamente a partir da divina harmonia, que é o Espírito. Recebê-lo é compartilhar essa paz que está além de toda compreensão. Jesus então, assoprou sobre eles e lhes disse: “Recebei o Espírito Santo”.
Seu sopro, que levou suas palavras até as mentes e corações de seus ouvintes, é um meio utilizado pelo Espírito. Então, Ele lhes deu o poder de perdoar os pecados. Este poder de perdoar . . . é um carisma do Espírito, pois o perdão remove o maior dos obstáculos à comunicação. Cura feridas, confessa a verdade que nos liberta, consola a dor, acalma a raiva, dissolve o ressentimento, consegue a reconciliação dos inimigos. Quem quer que conheça a verdade, possui o poder de perdoar. . . Através de seu efeito sobre nós mesmos, aprendemos o que é o Espírito: um amigo que não possui favoritos, que libera o poder de amar, de perdoar incessantemente. Ele está além da observação, mas, o reconhecemos pelas pegadas de sua passagem silenciosa, curativa e consoladora, por nossas vidas.

 

original em inglês

 

A selection from Laurence Freeman OSB, "Spirit," JESUS THE TEACHER WITHIN (New York: Continuum, 2000), pp. 186 87.

 

The joy of realizing the truth is the bliss of the Spirit. It erases the shame of all previous failures. Aware that this Spirit of truth is with us as a friend, we are better able to tolerate in others and in ourselves what has not yet reached fullness of being . . .Truth is tolerant because the Spirit is forgiving love. It allows the untrue to survive for the time being as a loving parent allows a child to make mistakes. Truth embraces rather than excommunicates its enemies. It is made manifest after much distillation of experience. It is not an object or an answer to be stared at and preserved. [And] when there is no ego through which the truth has to pass, communication dilates into communion. The Spirit is the egolessness, the boundless emptiness, of God. She therefore fills everything with her emptiness and contains "all the truth." Only emptiness can contain everything. [. . .]

In St John's gospel, the Resurrection and the sending of the Spirit are seen as a single event. On the evening of Easter Day Jesus came and stood among the disciples where they were huddled fearfully in a locked room. His first word to them was Shalom. . . . . Shalom flows directly from the Divine harmony which is the Spirit. To receive it is to share in that peace beyond all understanding. “And then he breathed on them and said, ‘Receive the Holy Spirit.’” This breath, which carried Jesus’s words into their minds and listening hearts, is a medium of the Spirit.

And then he gave them the power to forgive sins. This power to forgive . . . is a charism of the Spirit because forgiveness removes the greatest of all obstacles to communication. It heals wounds, confesses the truth that sets us free, consoles pain, calms anger, dissolves resentment, achieves the reconciliation of enemies. Whoever knows the truth has the power to forgive. . . We learn through her effect on ourselves what the Spirit is: a friend who has no favorites and who liberates the power to love, to forgive endlessly. She is beyond observation but we recognize her by the traces of her silent, guiding, healing, consoling passage through our lives.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.