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Primeira Vista

Extraído do livro Primeira Vista- A Experiência da Fé (Petrópolis - RJ: Ed. VOZES, 2012).

O Cristianismo de hoje abraçou um projeto radical: o de recuperar e atualizar a dimensão contemplativa em todos os aspectos de sua vida: dialogando com os mundos científico e secular e, com outras religiões e, também, em sua própria casa, em sua teologia, moralidade, oração, culto e ação social. Caso a Igreja venha a falhar nesse esforço de espiritualização, ou se renda à tentação de regressar a um nostálgico mundo de supostas certezas, tal como algumas pessoas gostariam, lhe será impossível ajustar-se a um mundo secular, de modo a ser aquilo a que se destina. Atualmente, a própria identidade cristã, essa recepção e comunicação daquilo que a humanidade ganhou através de Jesus, está ameaçada. Um corolário dessa identidade está no relacionamento com outras identidades religiosas, e sua necessidade de trabalhar em equipe com outras formas de fé, para responder à crise global.

A menos que seja contemplativa, a igreja fracassa em ser contemporânea. Sua “catolicidade”, ou seja, sua universalidade, se reduz. À medida que se reduz a uma quase extinção, ela murcha na direção de um mero ritual. No entanto, não é o tamanho de suas congregações que importa, mas a qualidade da mente que se desperta naqueles que frequentam a igreja, ou não a frequentam de nenhuma maneira convencional, mas vivem a fé cristã de outras maneiras. Números, sobem e descem. A mente é transnumérica. Ela está aberta, ou está fechada, ou tende para uma dessas direções. O mundo precisa de pessoas contemplativas que tenham mentes corajosamente abertas, qualquer que seja a forma de sua fé, budistas, hindús, judeus ou muçulmanos. Todas as religiões enfrentam seu próprio desafio de recuperar e se reconectar com seu núcleo espiritual.

O Cristianismo necessita cristãos contemplativos, procedentes da experiência desse centro, que tragam consigo a Palavra de um evangelho unificador para um mundo machucado, . . . A missão, é um dos elementos do discipulado . . . Mas, onde a fé for forte, o objetivo da missão não será a conversão. Esse é o trabalho do Espírito, não se trata de um projeto humano. Assim, a missão do cristão contemporâneo é essencialmente contemplativa e, conduzirá ao diálogo, em vez do roubo de ovelhas. A experiência é que faz as pessoas contemplativas, uma experiência movida por pura fé. É por isso que precisamos compreender o significado da fé.

 


Texto original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman, OSB, FIRST SIGHT: The Experience of Faith (London: Continuum, 2011) pp. 7-8.

Christianity today has embarked on a radicalizing project: of recovering and updating the contemplative dimension in all aspects of life--dialogue with the secular and scientific worlds and with other religions, and also, at home, in its theology, morality, prayer, worship and social action. If the church fails in this spiritualizing endeavor or yields to the temptation to regress into a nostalgic world of supposed certainties, as some would like, it will be impossible for it to adjust to a secular world and be what it is meant to be. Today Christian identity itself—the reception and communication of what comes to humanity through Jesus--is at stake. A corollary of this identity is its relationship to other religious identities and its need to be a team-player with other forms of faith in responding to the global crisis.

Unless it is contemplative, the church fails to be contemporary. Its “catholicity”—that is, its universality—contracts. As it contracts to near-extinction, it shrivels into being a mere cult. It is not, however, the size of its congregations that matters but the quality of mind awakened in those who go to church or don’t go to church conventionally at all but live the Christian faith in other ways. Numbers go up and down. Mind is trans-numerical. It is either open or closed or it tends in one of these directions. The world needs contemplatives with courageously open minds of whatever form of faith—Buddhists, Hindus, Jews or Muslims. Every religion faces its particular challenge to recover and reconnect with its spiritual core.

Christianity needs contemplative Christians, coming from their experience of this core and carrying the word of a unifying gospel into a wounded world. . . . Mission is an element of discipleship. . . But where faith is strong, conversion is not the goal of mission. That is the work of the Spirit not a human project. So the mission of the contemporary Christian is essentially contemplative and will lead into dialogue rather than sheep-stealing. Contemplatives are made from experience that runs on pure faith. This is why we need to understand what faith means.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.