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Caríssimos Amigos

extraído da Newsletter da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã, Vol. 34, No. 3, Outubro de 2010, pg. 4-5.

O outro é essencial para a mente mística e amorosa. A alteridade estimula a mente a abandonar seus pontos fixos e, a expandir-se para além de si mesma, enriquecendo a visão que temos do mundo e de nós mesmos nele. . . Isto é um pouco do que eu compreendo do termo “mente católica”, porque ela encara abertamente aquilo que ela não pode descrever ou controlar. A mente católica, de maneira intuitiva, busca a inclusão em vez da rejeição, até mesmo ao encontrar um abismo de diferenças no outro [. . .]
Tornamo-nos católicos, nesse sentido pleno e abrangente, apenas por meio do crescimento, ao atravessar os estágios de cura e integração. Assim, nenhum de nós é ainda católico, nem mesmo o Papa. Faltará sempre um caminho a percorrer. Todavia, a alternativa a esse processo. . .é a mente sectária que objetifica o outro e, através do medo e do prazer do poder, nega-lhe a sua pura subjetividade, a sua qualidade de ser. Social e historicamente, tratamos assim os imigrantes, os judeus, os homossexuais e outras minorias facilmente focalizadas e, também, é claro, até mesmo uma metade da raça humana através da violenta e patriarcal exclusão das mulheres.
Ao fazer essas coisas, excluimo-nos do todo e, portanto, do Sagrado. Deus é sempre sujeito, o grande “Eu Sou”, infenso às nossas tentativas de objetificar e manipular. Encontramos essa pura emanação do ser em nosso próprio silêncio, não na ideologia, nem na abstração. E, nós a encontramos de maneiras diversas, uns nos outros e na beleza e na maravilha da criação, o oceano do ser, de sofrimento e de bem aventurança, no qual nós e até mesmo o Criador temos nadado. Uma vez que esse crescimento demanda profundidade e, que a profundidade necessita do silêncio, a mente católica . . . demanda contemplação. Se pensamos que a contemplação seja um tipo de luxo, relaxamento ou ocupação do tempo vago, falhamos em identificar o significado da mente católica como sendo a o único caminho essencial que temos para glorificar a Deus.

original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman OSB, CHRISTIAN MEDITATION NEWSLETTER, Vol. 34, No. 3, October 2010, pp. 4-5.

The other is essential to the mystical and loving mind. Otherness stimulates the mind to let go of its fixed points and expand beyond itself, enlarging the view we have of the world and of ourselves within it. . .This is a little of what I understand by the term “a catholic mind,” because it faces openly what it cannot describe or control. The catholic mind intuitively seeks to include rather than reject, even when it might meet an abyss of difference in the other [. . . .]

We become catholic in this full and embracing sense only by means of growth, by passing through the stages of healing and integration. So none of us is catholic yet, not even the pope. There is always a ways to go. But the alternative to this process . . .is the sectarian mind that objectifies the other and, through fear and the pleasure of power, denies it its pure subjectivity, its is-ness. Socially and historically, we have done this to immigrants, to Jews, to gays and other easily targeted minorities, and also, of course, even to half the human race through the violent patriarchal exclusion of women.

By doing such things, we exclude ourselves from the whole and therefore from the Holy. God is always subject, the “great I AM,” impervious to our attempts to objectify and manipulate. We meet this pure emanation of being in our own deep silence, not in ideology or abstraction. And we meet it in diverse ways, in each other and in the beauty and wonder of creation, the ocean of being, of suffering and bliss, that we and even the creator have swum in. Because this growth requires depth and depth needs silence, the catholic mind . . . requires contemplation. To think of contemplation as a kind of luxury, relaxation or spare time occupation entirely misses the meaning of the opening of the catholic mind as the only essential way we have to glorify God.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.