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Caríssimos Amigos

extraído da Newsletter da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã de Outubro de 1997, pg. 2-7.

Certa vez, Santo Antão do deserto falou para seus monges acerca do dia do juízo que cada um deles iria enfrentar no momento da morte.  Ele lhes disse que não seriam julgados pelo quanto eles teriam sido como ele, ou como qualquer outro dos grandes mestres do deserto, porém, pela extensão em que eles se tornaram verdadeiramente eles mesmos.  Encarada como objetivo e significado da existência humana, a santidade pode ser uma qualidade que podemos reconhecer em muitas pessoas diversas, um perfume do qual nos conscientizamos.  Talvez, a santidade se assemelhe à música.  Não pode ser descrita, a não ser em sua própria língua.  Porém, trata-se de uma língua universal que pode ser ouvida e apreciada por todos os seres humanos.  Em uma sociedade como a nossa, em que a linguagem e as tradições religiosas tornaram-se mais um dialeto especializado do que uma linguagem comum e unificadora, essa música de santidade é de especial importância.  A santidade nos une em amizade, e em uma crença comum na bondade que está no núcleo da humanidade.[...]

Existe um caráter universal na santidade, que atravessa as fronteiras do tempo, da cultura e da religião.  Não se trata do produto de uma determinado padrão de treinamento e, por mais que muitas ideologias procurem reivindicá-la para si, ela desafia qualquer tentativa de rotulagem.  O que faz com que sua natureza seja universal é o fato de que ela se torna perceptível nas pessoas que se tornaram elas mesmas.  A santidade é a presença de Deus nos seres humanos que são imagem de Deus.  Tornar-se santo, então, é  simplesmente a reunião consciente da imagem com o original.

 

original em inglês

Fr. Laurence Freeman, OSB, "Dearest Friends," The WCCM International Newsletter, October 1997, pp. 2-7.

St Anthony of the Desert once spoke to his monks about the judgment day which they would each confront in their moment of death. He told them that they would not be judged on how far they had become like him, or like any of the other great masters of the desert, but to what degree they had become truly themselves. Holiness as the goal and meaning of human existence may be a quality we recognize in many different people, a scent we are conscious of. Holiness is perhaps like music. It is indescribable except in its own language. But it is a universal language that can be heard and appreciated by all human beings. In a society like ours where religious language and traditions have become such a specialized dialect rather than a common and unifying language, this music of holiness is especially important. Holiness unites us in friendship and in a common belief in the core goodness of humanity. [. . . .]

There is a universality about holiness which cuts across age, culture and religious boundaries. It is not the product of a particular brand of training and however much individual ideologies try to claim it for themselves it defies any attempt to label it. What is universal about its nature is that it becomes perceptible in people who have become themselves. Holiness is the presence of God in the human beings who are God's image. Becoming holy is then simply the conscious reunion of image and original.

Certa vez, Santo Antão do deserto falou para seus monges acerca do dia do juízo que cada um deles iria enfrentar no momento da morte.  Ele lhes disse que não seriam julgados pelo quanto eles teriam sido como ele, ou como qualquer outro dos grandes mestres do deserto, porém, pela extensão em que eles se tornaram verdadeiramente eles mesmos.  Encarada como objetivo e significado da existência humana, a santidade pode ser uma qualidade que podemos reconhecer em muitas pessoas diversas, um perfume do qual nos conscientizamos.  Talvez, a santidade se assemelhe à música.  Não pode ser descrita, a não ser em sua própria língua.  Porém, trata-se de uma língua universal que pode ser ouvida e apreciada por todos os seres humanos.  Em uma sociedade como a nossa, em que a linguagem e as tradições religiosas tornaram-se mais um dialeto especializado do que uma linguagem comum e unificadora, essa música de santidade é de especial importância.  A santidade nos une em amizade, e em uma crença comum na bondade que está no núcleo da humanidade.[...]

Existe um caráter universal na santidade, que atravessa as fronteiras do tempo, da cultura e da religião.  Não se trata do produto de uma determinado padrão de treinamento e, por mais que muitas ideologias procurem reivindicá-la para si, ela desafia qualquer tentativa de rotulagem.  O que faz com que sua natureza seja universal é o fato de que ela se torna perceptível nas pessoas que se tornaram elas mesmas.  A santidade é a presença de Deus nos seres humanos que são imagem de Deus.  Tornar-se santo, então, é  simplesmente a reunião consciente da imagem com o original.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.