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Caríssimos Amigos

extraído da Newsletter da WCCM Internacional, Outubro de 2007.

John Main enxergava uma comunidade como o lar, no qual seus integrantes se voltam uns para os outros, um conduzindo o outro para a luz do amor. Ele sabia que esse centrar-se no outro, não era fácil. Isso demanda a prática regular da meditação, na qual nos voltamos para o outro, dentro de nós mesmos, o outro que é, ao mesmo tempo, o fundamento de nosso ser, Deus, nosso verdadeiro eu. Essa prática é a obra da atenção pura . . . e é, porém, muito mais que uma técnica, pois, se praticada com o requisito da fidelidade, torna-se amor incondicional e absoluto, a entrega do si mesmo, a doação do eu, ao outro.[. . . .]

A descoberta do patamar da amizade espiritual, desperta o sentido de que, em cada pessoa que você encontra, você encontra a si mesmo e, que o eu dela busca voltar-se para você. A amizade começa a se expandir, a partir daquela segurança de um pequeno grupo de companheiros que te proteje dos estranhos, para ver que todo estranho é um vizinho e, que todo vizinho é um irmão ou irmã. O ágape, começa então, a inundar a mente. A essência da experiência cristã é a transformação de toda a visão da realidade do indivíduo, através da experiência do “amor de Deus que inunda o mais íntimo do coração, através do Espírito Santo que ele nos deu”.

Uma comunidade de amor não se dissolve quando seu tamanho aumenta ou diminui. Não se agarra aos amigos que atraiu, defendendo-se dos estranhos, ou cobra por inscrições, ou verifica as credenciais das pessoas. Não interrompe a exploração da experiência de amor da qual se iniciou e, que afinal, inevitavelmente, deverá conduzí-la a um cume do qual se descortina o amor ilimitado.

Original em inglês:

An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Dearest Friends,” The World Community for Christian Meditation Newsletter, October 2007.

John Main saw a community as the home in which its members were turned towards each other, drawing one other into the light of love. He knew that this other-centeredness was not easy, but requires the regular practice of meditation in which we turn and return to the other in ourselves: the other that is simultaneously the ground of our being, God, our true self. This practice is the work of pure attention. . . and it is so much more than a technique, because, if practiced with the requisite fidelity, it becomes unconditional and absolute love, the laying down of one’s self, the gift of self, to the other. [. . . .]

Discovering the level of spiritual friendship awakens the sense that in every person you meet---you find yourself and they likewise find themselves in you. Friendship begins to expand from the security of a small band of companions who protect you from strangers to see that every stranger is a neighbor and every neighbor a brother or sister. Agape then begins to flood the mind. The essential Christian experience is the transformation of one’s entire view of reality through the experience of the “love of God flooding the inmost heart through the Holy Spirit he has given us.”

A community of love does not dissolve when its size expands or contracts. It does not cling to the friends it has made or defend itself against strangers or charge admission or check people’s credentials. It does not cease from exploring the experience of love it began from and to which it must inevitably, eventually, lead: the peak from which one sees the boundlessness of love.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.