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O Medo da Morte

extraído de “Perder para Encontrar" de Laurence Freeman OSB (São Paulo Editora Vozes,2008), pgs. 271-272.

Temos o hábito de evitar o presente, seja vivendo no passado, seja criando um mundo de fantasia. Mas, quando estamos meditando, a repetição do mantra encerra essas duas opções, ou rotas de fuga. Não há para onde ir, a não ser estar aqui. O mantra aponta em uma direção, para o centro. É um caminho estreito, mas, é o caminho da verdade. À medida que seguimos o caminho do mantra, ao repetí-lo com coragem e humildade, ele nos conduz por um caminho onde morre tudo aquilo que, em nós, nos impediria de alcançar a plenitude da vida. Morremos a cada dia na fé, e esta é a preparação suprema para a hora de nossa morte. Mas, como um caminho de morte na fé, ele inevitavelmente nos leva ao confronto com duas poderosas forças, para o qual devemos estar preparados. São elas as forças do medo e da raiva. [...]
[Mas] a raiva, e o medo do qual ela se origina, são tudo o que a meditação não é. A raiva mais profunda vem do medo mais profundo: o da morte. Mas, também vem de vários tipos de causas secundárias, de tudo que constitui nosso histórico psicológico. . . Tudo o que é realmente importante é que a estamos eliminando... O importante é que o amor, que é ativo na repetição do mantra na fé, expulsa do coração o medo e a raiva. Começaremos a meditar com uma grande vantagem se começarmos com fé porque ... Cristo no poder do Espírito pode agora nos libertar do medo... [Nas palavras de 1 João 4,16-18]: " Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele. Nisto consiste a perfeição do amor em nós, que tenhamos plena confiança no dia do Julgamento, porque tal como ele é, também somos nós neste mundo. Não há temor no amor: ao contrário: o perfeito amor lança fora o temor..."

original em inglês

 

An excerpt from Laurence Freeman OSB, “The Fear of Death,” THE SELFLESS SELF (London: Darton, Longman, Todd, 1989), pp. 129-131.

 

We usually evade the present, either by living in the past, or by creating a world of fantasy. But when we are meditating, the saying of the mantra closes off those two options or escape routes. There is nowhere to go except to be here. The mantra points in one direction, towards the center. It is a narrow path, but it is the path of truth. As we follow the way of the mantra, as we learn to say it with courage and humility, it leads us along a way in which everything in us dies that would hold us back from fullness of life. We die each day in faith and that is the supreme preparation for the hour of our death. But as a way of dying in faith it inevitably brings us to confront two very powerful forces that we must also be prepared to face. They are the forces of fear and anger. [. . . .]

[But] anger, and the fear that it springs from, is everything that meditation is not. The deepest anger comes from our deepest fear—of death. But it comes from all sorts of secondary causes too, from everything that makes up our psychological history. . . All that is really important is that we are shedding it. . . What is important is that the love active in saying the mantra in faith casts out fear and anger from the heart. We begin to meditate with a great advantage if we start with faith because. . . .Christ in the power of the Spirit is now empowered to free us from fear. [In the words of 1John: 14-16],

“God is love; the person who dwells in love is dwelling in God, and God in that person. This is for us the perfection of love, to have confidence on the day of judgement, and this we can have, because even in this world we are as Christ is. There is no room for fear in love; perfect love banishes fear.”

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.