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Caríssimos Amigos

extraído do Boletim Internacional da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã nr 3 Vol 33 de Setembro de 2009.

Aprender a silenciar envolve desviarmos nossa atenção de nós mesmos, ao menos na maneira com que nós costumeira e compulsivamente pensamos sobre nós mesmos, olhando por sobre os ombros, ou perscrutando o horizonte. O que é que eu deveria fazer? Como poderei ser mais feliz? Sou um fracasso, ou um sucesso? O que é que as pessoas pensam a meu respeito? Tenho tudo sob controle?
Normalmente, perguntas assim determinam nossas decisões e os padrões de nosso crescimento ou declínio. Cada pergunta surge de uma percepção da própria identidade, que se auto-objetifica, e que tem, é claro, um papel pragmático necessário a representar na vida. . .. No entanto, muito facilmente, essas questões podem se transformar na predisposição dominante da mente, a partir da qual vivemos o tempo todo. Tornamo-nos seus escravos. Como nos vemos a nós mesmos (o ego tal como uma câmera de circuito interno que capta todos os gestos e todas as palavras), e como as outras pessoas nos vêem (a sensação de estarmos sendo avaliados e considerados insuficientes), geram, com a ajuda dos meios de comunicação, uma obssessão cultural com a autoimagem. Sem alteração e sem uma análise crítica, ela destrói a confiança no verdadeiro eu, que nos capacita a nos arriscarmos e a nos doarmos, em outras palavras, a viver. [. . . .]
Durante minha visita à Noruega neste verão eu nadei, num dia glorioso, em um fjorde de Oslo. Não gosto de água fria, e assim experimentei-a com os dedos do pé, achando-a fria demais para o meu gosto. Porém, envergonhado pela bravura de meu companheiro Viking que já havia nela mergulhado, reuni minhas forças e o segui. O frio explodiu em minha mente, uma agonia momentânea, mas que então, à medida que continuei a nadar e a temperatura de meu corpo se ajustou, afinal transformou-se em algo delicioso.
Todos temos medo de mergulhar; encontramos desculpas para evitar sentar na quietude, fugindo do silêncio nascente. Todavia, quando por fim nos tornamos silentes, a vida explode com um frescor e uma pungência que é a energia da vida de Cristo. Num instante, os temores, os preconceitos, e as prisões autoconstruídas da condição humana, começam a desmoronar. Um meio de nos referirmos a isso, é o de irmos para nosso aposento interior, tal com o nos diz Jesus. Porém, ao adentrarmos esse aposento, descobrimos que nos movimentamos através de um espaço ilimitado.

original em inglês

 

An excerpt from “Dearest Friends,” A Letter from Laurence Freeman OSB, Christian Mediation Newsletter, Vol. 33, No. 3, Setembro, 2009.

 

Learning to be silent involves taking the attention off ourselves, at least in the way we are usually and compulsively thinking about ourselves, looking over our shoulder or peering at the horizon. What should I do? How can I be happier? Am I a failure or a success? What do people think of me? Am I in control?

Such questions normally determine our decisions and our patterns of growth or decline. Each question arises from a self-objectifying sense of self, which has, of course, a necessary pragmatic role to play in life. . . .. But very easily these questions can become the dominant cast of mind from which we live all the time. We become their slaves. How we see ourselves (the ego like a continuously running security camera catching every word and gesture) and how others see us (the sense of being evaluated and found wanting) has, with the help of the media, generated a cultural obsession with self-image. Unchecked and unmodified it destroys the confidence of the true self that enables us to risk and to give ourselves—in others words, to live. [. . . .]

During a visit to Norway, . . . I swam, one glorious day, in an Oslo fjord. As I don’t like cold water I tested it with my toe and found it too cold for my liking. But shamed by the bravery of my Viking companion who had already jumped in I steeled myself and followed. The cold burst my mind open, a momentary agony, but then, as I swam around and my body temperature regulated, it eventually became delicious.

We are all frightened to jump it; we find excuses to avoid the sitting stillness and run from the dawning silence. But when we do become silent, life bursts open with a freshness and poignancy that is the energy of the life of Christ. In an instant the fears, prejudices and the self-constructed prisons of the human condition begin to crumble. Going into the inner room as Jesus tells us is a way of putting it. But was we enter this room we discover that we are moving through space boundlessly.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.