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Perdão e Compaixão

extraído de “Forgiveness and Compassion,” ASPECTS OF LOVE (London: Arthur James, 1997), pgs. 72-73.

Ao aprendermos a amar aos que nos são mais próximos devemos nos afastar de nossas projeções positivas e da maneira pela qual idealizamos as pessoas que amamos de forma irrealista. E, ao aprendermos a amar nossos inimigos devemos nos afastar de nossas projeções negativas, e da maneira pela qual descarregamos sobre outros toda nossa raiva, nossas próprias feridas, nossos fracassos. Provavelmente todos podemos indicar momentos de nossas vidas em que criticamos outros por falhas que nós mesmos temos, mas que não as reconhecíamos nem aceitávamos.
Aprender a perdoar envolve esse processo doloroso, difícil e complexo, de separarmos nossas projeções dos outros. Nada é mais fácil, nem nos dá maior satisfação do que culpar os outros pelo que dá errado em nossa vida. Isto é o que dispara perseguições racistas, limpezas étnicas e holocaustos. Isto é o que dispara a caça às bruxas, e todos os tipos de desumanidade e de busca de bode expiatório, seja ela de caráter pessoal ou coletiva. Trata-se de uma das partes mais terríveis da natureza humana. Repete-se sem cessar na história da humanidade e em nossa vida pessoal. Trata-se do lado mais escuro da natureza humana.
Todavia, a prece profunda nos possibilita o perdão, nos ensina a amar. Aprendemos que o único caminho é o caminho do perdão. De fato, Jesus faz disso o eixo central de seu ensinamento moral. Isso é tudo o que ele nos recomenda: amarmo-nos uns aos outros. E, isso inclui especificamente amar nossos inimigos.
A única maneira de lidarmos com a complexidade dos relacionamentos humanos é a simplicidade do amor.

 

original em inglês

From Laurence Freeman OSB, “Forgiveness and Compassion,” ASPECTS OF LOVE (London: Arthur James, 1997), pp. 72-73.

In learning to love those closest to us we have to withdraw our positive projections, and the way we idealize the people we love unrealistically. And in learning to love our enemies, we have to learn to withdraw our negative projections, the ways in which we “dump on” others all our own anger, our own hurt, our woundedness, our faults. We can probably all point to times in our lives when we have criticized others for the very faults that we ourselves have but did not recognize or accept.

Learning to forgive involves this difficult, complex and quite painful process of withdrawing our projections from others. Nothing is easier or gives greater satisfaction than to blame others for what has gone wrong in our own life. This is the beginning of racist persecutions, ethnic cleansings, and holocausts. This is the beginning of witch-hunts and all kinds of personal and collective inhumanity and scapegoating. This is truly one of the most terrible parts of human nature. It happens over and over and over again in the course of history and in our personal lives. It is the darkest side of human nature.

But deep prayer allows us to forgive, teaches us to love. We learn that the only way is the way of forgiveness. In fact, Jesus makes this the very axis of his moral teaching. That is all he tells us to do: love one another. And that specifically includes loving our enemies.

The only way to cope with the complexity of human relationships is the simplicity of love.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.