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Mensagem de Fim de Ano (1997)

Extraído da mensagem do Natal de 1997 dirigida a todos os membros do Grupo Semanal de Meditação da Internet, sem publicação até o momento.

É quase certo que [a razão de celebrar o nascimento de Jesus nessa data do ano] esteja ligada à festa pagã de renascimento do Sol. No dia 21 de Dezembro passamos pelo dia mais curto do ano (no hemisfério Norte, assim como no Sul é o dia mais longo do ano), o qué é uma vívida lembrança, ao menos no hemisfério Norte, da brevidade da vida. Trata-se do extertor final do velho sol. Porém, o nascimento se segue à morte, como sempre, pois a vida não é derrotada pela morte, nem mesmo negada por ela. A vida é a somatória de todos os ciclos de nascimento e morte através dos quais nós, como indivíduos e como o Cosmos, passamos até o fim dos tempos.
Tudo isso se tornou muito vívido para mim ... ao visitar New Grange, ao norte de Dublin, que possui uma colina funerária neolítica de cinco mil anos atrás construída mil anos antes de Abrão ter saído de Ur dos Caldeus em direção à terra prometida. Há ali muita beleza e mistérios. Talvez o segredo de seu significado seja uma pequena abertura que fica acima de sua porta e que permite que os primeiros raios do sol renascido em 21 de Dezembro penetrem a câmara funerária interna. Escura durante o resto do ano, fica iluminada com essa nova luz por cerca de dezessete minutos. Enquanto eu estava de pé na câmara, desejando que aquele fosse o dia 21 de Dezembro, alguém apagou a luz elétrica e ficamos na mais completa escuridão de que posso me lembrar. A atmosfera me surpreendeu, não era fria nem pavorosa, mas prenhe de uma paz e contentamento uterinos. Quem quer que ali tenha deitado os seus defuntos conhecia a ressurreição.
Enquanto celebramos o Natal e o aniversário de John Main, em datas tão próximas, esses são os pensamentos ou símbolos que povoam a minha mente. A luz do Natal é a primeira luz da Ressurreição. Sua radiância alcança tudo, os vivos e os mortos, a alegria e o pesar, os que estão próximos e os que estão longe. Toda vez que meditamos estamos unidos nessa luz, que agora brilha não apenas de maneira cíclica, mas continuamente em nosso mais profundo centro.

 

original em inglês:

 

An excerpt from Fr Laurence's Christmas message to all members of the Weekly Internet Meditation Group, December, 1997, unpublished.

Almost certainly [the reason for celebrating the birth of Jesus at this time of year] is linked to the pagan feast of the re-birth of the Sun. On December 21st we experience the shortest day of the year, a vivid reminder, in the northern hemisphere anyway, of the brevity of life. It is the last gasp of the old sun. But birth follows death as it always does, because life is not defeated by death or even negated by it. Life is the sum total of all the cycles of birth and death through which we as individuals and we as the cosmos pass through until the end of time.

All this became very vivid for me . . . when visiting New Grange, north of Dublin, which is a five thousand year-old Neolithic burial mound constructed a millennium before Abraham left Ur of the Chaldees for the promised land. It has many beauties and mysteries. Perhaps the secret to its meaning is the little aperture above the door which lets in the first rays of the reborn sun on December 21st to penetrate into the inner burial chamber. Dark for the rest of the year, it is filled with the new light for about seventeen minutes. While I was standing in the chamber (wishing it was December 21st) someone turned off the low electric light and we remained in the deepest darkness I can remember. I was surprised by the atmosphere, neither cold nor spooky, but filled with a womb-like peace and content. Whoever built it and lay their dead there knew about resurrection.

As we celebrate Christmas and the anniversary of Fr. John’s death so close to each other, these are my thoughts: the light of Christmas is the first light of the Resurrection. It catches all in its radiance, the living and the dead, joy and grief, those near and those far away. Each time we meditate we are united in this light, which now shines not just cyclically but continuously in our deepest centre.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.