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Carta Quatro

extraído de “Letter Four” in THE WEB OF SILENCE (London: DLT, 1996), pgs. 42-43. 

Laurence Freeman OSB

A meditação aguça nossa percepção das numerosas forças anti naturais que estão em ação atualmente.  A alienação à nossa própria natureza espiritual, ilimitada e compassiva, só pode ser corrigida ao reaprendermos qual é a nossa verdadeira natureza.... Ao encontrarmos nossa verdadeira natureza, com nossa consciência espelhando a consciência divina e dela participando, experimentamos paz e liberdade.  A paz surge da certeza de que a nossa própria natureza está enraizada em Deus, e é tão real quanto Deus.  É a todo poderosa paz de pertencer àquilo que sabemos nunca nos rejeitará ou deserdará, a auto confiança do amor.  Uma liberdade que floresce a partir ... de sabermos que aquilo a que pertencemos, nos pertence.  O enraizamento permite a expansão, assim como o voto beneditino da estabilidade permite uma transformação contínua.

Em face das nossas crises contemporâneas precisamos nos perguntar por que meditamos. Perguntamos não para debilitar nosso comprometimento, mas para refiná-lo e aprofundá-lo. Nós não estamos em busca de experiências interessantes.  Meditação não é tecnologia da informação.  Ela trata do conhecimento que redime, a pura consciência. . .  Este conhecimento redentor e recriativo é a sabedoria que falta ao nosso tempo.  Nós podemos reconhecê-lo, e discernir entre ele e suas falsificações, porque ele não reivindica nem ostenta quaisquer pronomes possessivos.  Ninguém o reivindica como sendo seu. . .  Ele é a consciência do Espírito Santo e, portanto, é o útero de toda ação verdadeiramente amorosa.

 Em face da mais desanimadora tragédia, ele está tão perto de nós quanto nós estamos de nosso verdadeiro eu.

original em inglês

 

From Laurence Freeman OSB, “Letter Four” in THE WEB OF SILENCE (London: DLT, 1996), pp. 42-43. 

 

Meditation sharpens our sense of how many unnatural forces are at work today. The alienation from our own spiritual—boundless and compassionate—nature can only be corrected by learning again what our true nature is. [. . . .] [B]y finding our true nature, with our consciousness mirroring and partaking of the divine consciousness, we experience both peace and liberty. The peace arises from the certain knowledge that our very nature is rooted in God and is as real as God. It is the all-empowering peace of belonging to what we know will never reject or disown us, the self-confidence of love. Liberty springs from . . . knowing that what we belong to belongs to us. Rootedness allows expansion, just as St Benedict’s vow of stability permits continuous transformation. 

 

In the face of our contemporary crises we need to ask why we meditate. We ask it not to undermine our commitment but to refine and deepen it. We are not in pursuit of interesting experiences. Meditation is not information technology. It is about knowledge that redeems, pure consciousness. . . .This redemptive and recreative knowledge is the wisdom our age lacks. We can recognize it and discriminate between it and its counterfeits because it neither claims nor parades any possessive pronoun. No one claims it as their own. . . .It is the consciousness of the Holy Spirit and therefore it is the womb of all truly loving action. 

 

In the face of the most disheartening tragedy it is as close to us as we are to our true selves.

 

Laurence Freeman OSB, “Letter Four” in THE WEB OF SILENCE (London: DLT, 1996), pp. 42-43.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.