Leitura da Semana

Acesse mais leituras e mensagens de D. John Main e D. Laurence Freeman:

Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
Quaresma 2017 >
Quaresma 2016 >
Quaresma 2015 >
Quaresma 2014 >
Quaresma 2013 >

Séries de Palestras

Encontre um Grupo de Meditacao Crista

Calendário de Eventos

perfil laurence

Caríssimos Amigos

extraído da Meditatio Newsletter de Outubro 2017..

O termo “contemplação” oculta o termo “templo”. Hoje nós o visualizamos como sendo um edifício religioso. Porém, o significado original não era o da estrutura física, mas o próprio e puro espaço, antes que o edifício fosse construído ou que eventos sagrados ali tomassem lugar. Isso confere novo significado a São Paulo quando diz: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Cor 3,16) Assim, somos espaço. Não apenas receptáculos de imaginação e pensamentos extraordinários, conexões neurais e biologia complexa. Somos o espaço de Deus.
[E nós estamos em relacionamento.] A Freira Eileen O’Hea utilizava uma frase que me emocionava e que sempre recordo: o relacionamento é o solo sagrado de nossa humanidade. Esse discernimento se aplica a todos os relacionamentos. De um ponto de vista existencial, não podemos deixar de nos imaginar envolvidos por relacionamentos em todas as dimensões: historicamente, socialmente, emocionalmente, ecologicamente e cosmicamente. Vivemos em uma rede do ser que é interdependente. Espiritualmente, nos relacionamos com todas as coisas, em Cristo, onde todas as coisas se encontram em unidade. [...]
O relacionamento contemplativo significa ir completamente além do estreito sentido dos “meus” relacionamentos, os do tipo que controlamos, possuímos, sentimos ciúme ou defendemos violentamente com o lado escuro de Eros. Alternativamente, vemos os relacionamentos como campos de crescimento, onde aprendemos a ser fiéis, não possessivos, amorosos com desapego e sem projeções, e crescimento no auto-conhecimento. Relacionamentos são espaços-templo, não construções do ego. Não deveríamos adorar aquelas pessoas com quem nos relacionamos. Alcançamos a união com elas por meio da adoração com elas, em espírito e em verdade, no solo sagrado de todos os relacionamentos.

original em inglês

 

An excerpt from Laurence Freeman OSB from “Dearest Friends” in Meditatio Newsletter October 2017.

 

The word “contemplation” hides the word templum or “temple.” Today we imagine this as a religious building. But the original meaning was not the physical structure but pure space itself – before the building was erected or the sacred events enacted there. This gives new meaning to St Paul: “Do you not know that you yourselves are God’s temple and God’s Spirit dwells in you?” (1 Cor 3:16) So we are space. Not just containers of amazing thoughts and imagination, neural pathways and complex biology. We are the spaciousness of God.
[And we are in relationship.] Sr Eileen O’Hea had a moving phrase I always remember: relationship is the sacred ground of our humanity. This is an insight into all relationships. Existentially speaking, we cannot imagine ourselves not embedded in relationship in every dimension: historically, socially, emotionally, ecologically and cosmically. We live in an inter-related network of being. Spiritually, we are related to everything– in Christ – where all things meet in unity. [. . . .]

Contemplative relationship means passing beyond the narrow sense of ‘my’ relationships altogether – the kind that we control, possess, feel jealous about or violently defend with the dark side of Eros. Alternatively, we see relationships as fields of growth where we learn to be faithful, non-possessive, loving with detachment and without projection - and growing in self-knowledge. Relationships are temple-spaces not ego-constructions. We should not worship those we are in relationship with. We achieve union with them by worshipping with them, in spirit and truth, in the divine ground of all relationship.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.