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Caríssimos Amigos

WCCM International Newsletter, Vol. 31, No. 3, Outubro de 2007, pgs. 6 e 7.

Uma comunidade de amor não se dissolve quando seu tamanho aumenta ou diminui. Não se agarra aos amigos que atraiu, defendendo-se dos estranhos, ou cobra por inscrições, ou verifica as credenciais das pessoas. Não interrompe a exploração da experiência de amor da qual se originou e, que afinal, inevitavelmente, deverá conduzí-la a um cume do qual se descortina o amor ilimitado.

Quando John Main morreu, não havia muito de sua visão a ser mostrado. . . .Havia uma pequena comunidade monástica e uma comunidade global ainda embrionária. Todavia, mesmo então, ele reconhecia que ela precisava mudar de rumo, ainda mais do ponto de vista institucional, e mais profundamente na direção do mistério de comunidade que se alcança ao preço da solitude. Ele entendia que a visão de sua comunidade de amor deveria se refletir nas pessoas, não em estruturas ou instituições. Antes de sua doença final, ele se sentiu atraído por uma vida mais retirada, para procurar compreender melhor sua visão da comunidade. Sua morte se transformou nesse passo em direção à solitude. Mesmo hoje, quando alguém celebra a expansão e a diversificação de sua missão ao redor do mundo, uma comunidade de amor que se espalhou em tão numerosas culturas, e penetrou tão numerosas formas de vida e faixas etárias, exceção feita aos monásticos, que ironicamente haviam constituído seu desejo mais imediato, não podemos confundir comunidade com instituição.

Seria errado, encararmos triunfalmente esta celebração da expansão de seu trabalho. A celebração é mais do que um triunfo; trata-se do crescimento e desenvolvimento pessoal. [. . .] Do mesmo modo que não medimos progresso na meditação por meio de resultados ou sensações, assim também o crescimento de uma comunidade de amor é pessoal, interior, e não estatístico. O aprendizado disso talvez seja o verdadeiro significado do crescimento de uma comunidade de amor: de que a interioridade e a exterioridade obedecem às mesmas leis. [. . .]

Uma comunidade de amor requer muito trabalho, assim como acontece com o trabalho interior da meditação, mas o seu mistério se vê na graça, como uma dádiva gratuita do espírito, que é quem desde o início dispara o trabalho, e presencia sua realização no eterno momento presente. É essa obra do espírito que celebramos. 

original em inglês:

An excerpt from Laurence Freeman OSB,“Dearest Friends,” Newsletter of the World Community for Christian Meditation, Vol. 31, no. 3, October 2007, pp. 6 and 7.
A community of love does not dissolve when its size expands or contracts. It does not cling to the friends it has made and defend itself against strangers or charge admission or check people’s credentials. It does not cease from exploring the experience of love it began from and which must inevitably, eventually, lead it to a peak from which ones sees the boundlessness of love.

When John Main died there was not a lot to show for his vision. . . .There was a small monastic community and the bare beginnings of a global one. But he recognized even then that it needed to change direction, even further from the institutional and deeper into the mystery of community that is achieved at the price of solitude. He saw that the vision of his community of love was to be seen in people, not structures or institutions. Before his last illness he felt drawn to a more withdrawn life in order to better realize his vision of community. His death became that step into solitude. Even today when one celebrates the expansion and diversification of his mission worldwide, a community of love that has spread to so many cultures and penetrated so many forms and ages of life, with the exception of the monastic which ironically had been his immediate wish, we cannot mistake community for institution.

It would be wrong to approach the celebration of the expansion of his work triumphally. Celebration is more than a triumph; it is about personal growth and development. [ . . . .] Just as we don’t measure progress in meditation by results or feelings so the growth of a community of love is personal, interior not statistical. [. . . .]
A community of love demands much work, as does the inner work of meditation, but its mystery is seen in grace, as the free gift of the spirit who starts the work from the beginning and sees its completion in the eternal present. It is this work of the spirit that we celebrate.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.