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Carta Um

Laurence Freeman, OSB, COMMON GROUNDS (New York: Continuum, 1999), pgs. 17-18.

Santidade exige coragem, a coragem nascida da solidão. Até que esta coragem tenha nascido em nós, não conseguiremos alcançar o objetivo pelo qual sedentos nos empenhamos profundamente. Até que estejamos conscientes de que participamos por direito da comunidade de Deus e do universo de Deus, não poderemos usufruir grande shalom (paz). Obediência às regras e convenções religiosas não é por si só manifestação de santidade. Ela é preparação para uma experiência que se desdobrará na vida e nas relações, e que se manifesta, acima de tudo, em compaixão e ilimitada amizade. Por si mesma, é a abertura dos olhos do coração. Ela remove a membrana de ignorância que embaça a visão da verdadeira natureza da realidade. [...]

Na aurora do discernimento interior, sentimos alívio, exultação e deleite. Pura alegria. Santidade cresce através de discernimento interior em todos os níveis de nossa vida e consciência. Mas, se aprofunda com o discernimento fundamental que ocorre quando enxergamos através de nós mesmos. Isso ocorre quando a parede de tijolos do ego cede à mente de Cristo. Nossa individualidade isolada, com sua inerente mágoa, se expande para revelar a verdadeira individuação, mostrando que somos partes indivisíveis do grande todo. A fixação em nossa própria pecaminosidade, ou nos pecados alheios, é absorvida pela percepção de Deus como tudo em tudo.

original em inglês:

An excerpt from Letter One” by Laurence Freeman OSB in COMMON GROUNDS (New York: Continuum, 1999), pp. 17, 18.

Holiness demands courage, the courage born of solitude. Until that courage is born in us, we cannot reach the goal for which we thirst and strive for most deeply. Until we are conscious that we participate by right in the community of God and God’s universe, we can enjoy no great shalom. Obedience to religious rules and conventions are not manifestations of holiness in themselves. They are preparations for an experience which unfolds in life and in relationships, which expresses itself above all in compassion and unlimited friendship. In itself, it is the opening of the eye of the heart. It removes the film of ignorance that clouds insight into the true nature of reality. [ . . . .]
When insight dawns, we feel relief, exultation, and delight. Sheer joy. Holiness grows through insights at all levels of our life and consciousness. But it is deepened by the fundamental insight that happens when we see through ourselves. This comes when the brick wall of the ego yields to the mind of Christ. Our isolated individuality, with its inherent sorrow, expands to reveal true individuation, showing that we are indivisible parts of the great whole. Fixation on our own sinfulness or on the sins of others is absorbed in the perception of God as all in all.
 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.