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Meditação

Laurence Freeman

Extraído de Meditação no livro Jesus O Mestre Interior (São Paulo: Martins Fontes, 2004) pgs 277-278.

Quando ele nos diz para não nos preocuparmos, Jesus não está negando a realidade dos problemas do dia-a-dia. Está nos dizendo para abandonarmos a ansiedade, e não a realidade. Aprender a não se preocupar é uma tarefa difícil....[No entanto], a despeito de sua síndrome de atenção deficiente, até a mente moderna também tem sua capacidade natural de se aquietar e de transcender suas fixações. Nas profundezas, ela descobre sua própria clareza onde está em paz, livre da ansiedade. A maioria de nós tem cerca de meia dúzia de ansiedades favoritas, tais como doces amargos que mastigamos sem parar. Ficaríamos assustados se nos privassem delas. Jesus nos desafia a superar o medo de abrir mão da ansiedade, o medo que temos da própria paz. A prática da meditação é uma forma de aplicar seu ensinamento à prece; através da experiência, ela prova que a mente humana pode realmente optar por não se preocupar.[...]

Optar por repetir o mantra com fé, e voltar a ele, sempre que as distrações intervém, é o exercício da nossa liberdade de prestar atenção. Não se trata de algo como uma opção por uma determinada marca da prateleira do supermercado. É a opção pelo compromisso. O caminho do mantra é um ato de fé, e não uma jogada de poder do ego. Em cada ato de fé existe uma declaração de amor. A fé prepara o terreno para que a semente do mantra germine no amor. Não criamos um milagre da vida e do crescimento sozinhos, mas, somos responsáveis por seu desabrochar. Chegar à paz da mente e do coração - ao silêncio, à tranqüilidade e à simplicidade - não exige a vontade de um campeão, mas a atenção incondicional, a fidelidade continuada de um discípulo.

 

original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Meditation,” in JESUS THE TEACHER WITHIN (London: Continuum, 2000), P. 212-213

When he tells us not to worry, Jesus is not denying the reality of daily problems. It is anxiety he is telling us to abandon, not reality. Learning not to worry is hard work. . . .[Yet] despite its “attention-deficiency disorder,” even the modern mind has its natural capacity to be still and to transcend its fixations. In depth it discovers its own clarity where it is at peace, free from anxiety. Most of us have half-a-dozen or so favorite anxieties, like bitter sweets we suck on endlessly. We would be frightened to be deprived of them. Jesus challenges us to go beyond the fear of letting go of anxiety, the fear we have of peace itself. The practice of meditation is a way of applying his teaching on prayer; it proves through experience that the human mind can indeed choose not to worry. [ . . . .]

Choosing to say the mantra faithfully and to keep returning to it whenever distractions intervene exercises the freedom we have to pay attention. It is not a choice in the sense in which we choose a particular brand off the supermarket shelf. It is the choice to commit. The way of the mantra is an act of faith, not a movement of the ego’s power. Within every act of faith there is a declaration of love. Faith prepares the ground for the seed of the mantra to germinate in love. We do not create the miracle of life and growth by ourselves, but we are responsible for its unfolding. Coming to peace of mind and heart—to silence, stillness, and simplicity---requires not the will of a type-A high-achiever, but the unconditional attention, the sustained fidelity of a disciple.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.