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Meditação e o cuidado para com os doentes terminais

Extraído do livro de Laurence Freeman OSB, A Short Span of Days: Meditation and Care for the dying (London, Medio Media, 2010) pg. 42.

Devemos fazer uma distinção entre a prece a título de petição e a prece a título de um acesso à realidade de uma situação: à realidade propriamente dita. Quando meditamos estamos aceitando a dádiva de nosso próprio ser e, caso nesse momento aconteça de nosso ser estar cheio de alegria e de luz, aceitamos isso. Caso aconteça de nosso ser estar enfrentando o medo ou o trauma da morte, aceitamos isso.
Trata-se da aceitação de nosso próprio ser, tal como estamos, nesse momento de nossa jornada de vida. É disso que se trata a meditação. Não se trata de tentar recuperar o controle da vida, nem de tentar fazer com que Deus mude de ideia, nem de tentar mudar nosso destino ou o curso dos acontecimentos, nem de tentar restabelecer na posição de diretor geral de nossa personalidade o ego que se sente ameaçado. A meditação conduz a uma aceitação da realidade da situação humana, tal como está aqui e agora.

original em inglês:

From Laurence Freeman OSB in A SHORT SPAN OF DAYS: Meditation and Care for the Dying (London: Medio Media, 2010), p. 42.

[T]here has to be a distinction between prayer as a petition and prayer as an entry into the reality of a situation: into Reality itself. What we are doing when we meditate is accepting the gift of our own being, and if our being happens to be full of joy and light at that moment we accept that. If our being happens to be facing fear or the trauma of death we accept that.
It is the acceptance of our own being, as we are, at this moment in our life’s journey. That is what meditation is about. It is not trying to regain control over life, not trying to change God’s mind, not trying to change our fate or destiny, not trying to reinstate the threatened ego as managing director of our personality. Meditation leads to an acceptance of the reality of the human situation, as it is here and now.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.