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Entendendo a Fé

Extraído do livro Primeira Vista- A Experiência da Fé (Petrópolis - RJ: Ed. VOZES, 2012).

Ao confundirmos a fé com a crença, e assim perdendo a sua distinção, caímos na armadilha da lei, em meio às coisas que podemos definir, regulamentos que podemos impor, fórmulas específicas de credos, que justificam nossa rejeição aos outros. Mais do que qualquer outra religião, o Cristianismo caiu nas tentações do poder, que a uniformidade das crenças cria. A ortodoxia de culto da crença, o aprendizado exatamente correto das palavras, rituais, externalidades e fórmulas, trai o Deus vivente por outro falso que nós mesmos arquitetamos. ...
A crença pode ser heróica. Você pode se recusar a negar suas convicções, e poderá ficar feliz em ser queimado na pira, ou despojado de posição e status, por elas. Muitos crentes se motivaram pelas histórias desses mártires heróicos, que preferiram entregar suas vidas a negar suas convicções. Não deveríamos depreciar o heroísmo da convicção em face da opressão e da perseguição. Necessitamos força e integridade para resistir à força violenta que nos obrigaria a negar nossos princípios e convicções. Todavia, o reino espiritual não gira em torno do heroísmo. ... A fé é mais do que a crença mais heróica. Ela não é apenas uma convicção sustentada apaixonadamente, por mais leal e de auto sacrifício que seja essa convicção. A fé é mais do que um conceito, e mais do que um signo do leal pertencer a um grupo específico.

Trata-se do relacionamento com aquilo que acreditamos; com aquilo que acreditamos porque o experienciamos e, com aquilo que experienciamos porque somos simplesmente projetados para isso.  E, por isso. A fé nos mergulha ... e, interminavelmente, revela ... mistérios do ser.


Texto original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman, FIRST SIGHT: The Experience of Faith (London: Continuum, 2011).

Confusing faith with belief and so separating them traps us in the Law—within the things we can define, regulations we can enforce, specific creedal formulas that justify us in rejecting others. More than any other religion Christianity has fallen into the temptations of power that uniformity of belief creates. Worshipping orthodoxy of belief—getting the words, rituals, externals and formulas exactly right—betrays the living God for a false one of our own construction. [ . . . .]

Belief can be heroic. You can refuse to disown your beliefs and may be happy to be burned at the stake or stripped of rank and status for them. Many believers are raised with stories of these heroic martyrs, who laid down their lives rather than disown their beliefs. We shouldn’t diminish the heroism of belief in the face of oppression and persecution. Strength and integrity are required to resist the violent force that would make us disown our principles and beliefs. But the spiritual realm is not about heroism. . . . Faith is more than the most heroic belief. It is more than a passionately held conviction. Faith is more than a concept and more than a sign of loyal belonging to a particular group.

It is the relationship with what we believe; with what we believe because we experience it and with what we experience because we are simply designed for it. And by it. Faith lunges us into . . .and endlessly reveals the . . . mysteries of being.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.