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CRESCIMENTO ESPIRITUAL

Homens e mulheres espiritualmente atentos hoje em dia, em todo o mundo, começam a perceber que o crescimento espiritual e o acordar espiritual são a maior prioridade para o nosso tempo. Mas a pergunta é: como é que se faz? Como é que entramos neste caminho?

A meditação é o caminho do crescimento, o modo de aprofundar o nosso compromisso com a vida, a nossa maturidade. É uma prioridade da maior importância para todos nós permitir ao nosso espírito duas coisas: 1ª o contacto mais profundo com a fonte da vida, e então como um resultado desse contacto dar ao nosso espírito espaço para se expandir. O que é que significa quando dizemos que uma grande prioridade em todas as vidas que sejam verdadeiramente humanas é este contacto com a fonte da vida?

Todas as tradições espirituais sabem que em profunda quietude o espírito humano começa a compreender a sua fonte. Na tradição hindu, por exemplo, os upanishads falam do espírito d’Aquele que criou o universo vivendo no nosso coração e o mesmo espírito é descrito como Aquele que no silêncio ama todos. Na nossa própria tradição cristã Jesus fala-nos do espírito que vive no nosso coração, e novamente este é o espírito do amor.

O contacto com a fonte da vida é vital para nós, porque sem ele  mal suspeitamos do potencial que a nossa vida tem. E esse potencial é que nós devemos crescer, devemos amadurecer, e chegar à plenitude da vida, do amor e da sabedoria. E isso é de suprema importância para todos nós. Por outras palavras, o que cada um de nós tem que fazer e é convidado a fazer é começar a perceber o mistério do nosso próprio ser, o mistério da vida. Novamente, na visão proclamada por Jesus, todos somos convidados a compreender a sacralidade do nosso próprio ser e da nossa própria vida.

É por isso que segunda prioridade é de tão grande importância, nomeadamente que devemos permitir ao nosso espírito o espaço para se expandir. Na tradição da meditação este espaço para a expansão do nosso espírito encontra-se no silêncio e a meditação é um modo de silêncio e um compromisso com o silêncio. Um silêncio que cresce em todas as partes da nossa vida. Um silêncio que podemos apenas descrever como o silêncio infinito de Deus, o silêncio eterno de Deus. E como eu acho que vocês vão encontrar a partir da vossa experiência, é neste silêncio que começamos a encontrar a humildade, a compaixão, a compreensão, que precisamos para esta expansão do espírito.

É aí que a tradição da meditação é de suprema importância para nós, uma tradição de compromisso espiritual de homens e mulheres ao longo dos séculos. E essa tradição está à nossa disposição. A única coisa que é necessária é que entremos nela, que comecemos a praticar.

A prática é muito simples. Temos que pôr o tempo de parte, temos que arranjar algum tempo todas as manhãs e todas as tardes da nossa vida para ficarmos livres para este trabalho de fazer o contacto com a fonte de toda a vida, e para este trabalho de arranjar espaço nas nossas vidas para a expansão do espírito, para  o aprofundamento da fé. A prática da meditação é, na realidade, muito simples. Pegamos na nossa palavra, no nosso mantra e repetimo-lo. Este é um dos grandes problemas dos homens e das mulheres do nosso tempo. Estamos tão habituados à complexidade, que a simplicidade da meditação, estar apenas contente por dizer o nosso mantra, por fazê-lo soar no nosso coração, é um desafio. Quando meditamos devemos dizer a nossa palavra o mais fielmente possível, com a maior continuidade possível.

A palavra que vos recomendo é a palavra aramaica MARANATHA. Devemos dizê-la assim MA-RA-NA-THA. Dizê-la sem mover os lábios, interiormente no nosso coração, continuamente, do princípio ao fim.

A meditação é um processo de crescimento, de ficar mais desperto espiritualmente, e como em todos os processos de crescimento tem o seu próprio ritmo. É um processo orgânico. Temos, por assim dizer, que enraizar o mantra nos nossos corações. Jesus falou tantas vezes da palavra do Evangelho tomar raízes no coração dos homens e das mulheres e como Ele nos diz tem que cair numa terra fértil. Por outras palavras, a totalidade  do nosso ser que ser envolvida neste processo.

Nós fazemos soar o mantra e pela nossa fidelidade de voltar a ele todos os dias enraizamo-lo no nosso coração. E uma vez enraizado  ele floresce, na verdade ele dá flor. E a flor da meditação é a paz, uma paz profunda. Uma paz que vem da harmonia dinâmica que encontramos quando fazemos contacto com o mais profundo do nosso ser, no centro do nosso ser, e o nosso ser está enraizado em Deus, o centro de todo o ser.

O caminho da meditação é um caminho de grande simplicidade e fazemo-lo um dia de cada vez. Não exigimos resultados. Não procuramos progressos. Repetimos apenas o nosso mantra todas as manhãs e todas as tardes durante o tempo da meditação, e nesse mesmo processo, que é um processo de esquecimento de nós próprios, de tirar a atenção de nós próprios, encontramo-nos em Deus. Ao encontramo-nos em Deus, começamos a compreender que a nossa vida é uma dádiva, que nós oferecemos a Deus e essa dádiva que era finita quando nos foi dada, ao devolvê-la torna-se uma dádiva infinita.