Leitura da Semana

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Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
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Séries de Palestras

Encontre um Grupo de Meditacao Crista

Domingo de Páscoa

D. Laurence Freeman

A Ressurreição é descrita, não como um evento que teria sido gravado se houvesse um cameraman por lá naquele tempo, mas como uma experiência das pessoas para quem ele apareceu. Essa foi uma experiência simultaneamente intensamente pessoal e poderosamente comunitária. Ela modificou os indivíduos que a sentiram e criou uma comunidade confiante e centrada no bem alheio a partir de um grupo de pessoas amedrontadas, abatidas e descrentes de si mesmas.

A pessoa que se manifestou aos discípulos e no meio deles era evidentemente a mesma que eles haviam conhecido e amado previamente. Ele, então, havia morrido e sido enterrado. A lacuna de sua ausência era dolorosa e impossível de ser preenchida. Agora ele estava presente para eles novamente. De modo único, ele expandiu a ideia que tinham de plenitude além de qualquer limite que conhecessem antes.

Ele não se explicou ou descreveu onde ele havia estado ou como era estar além dos horizontes da vida biológica. Ele simplesmente estava entre eles, com os medos e as dúvidas deles, energizando-os sem retórica e dando-lhes, sem os forçar, um novo propósito para viver. Ele não disse o que a Ressurreição significava. Se eles não o soubessem por experiência própria, as palavras não poderiam comunicá-lo. Ele era apenas ele mesmo, sem doutrina, mas com intensidade e clareza imediatas, que os impelia irresistivelmente para um novo patamar de existência.

Ver pessoas mortas pode ser assustador. Há um medo universal de que o defunto ressentido pode nos assombrar com o propósito de se vingar de nós. Todas as culturas, incluindo a de Hollywood, contam tais estórias arrepiantes. Mas esta não é uma estória de fantasma. Eles não viram uma pessoa morta. Uma pessoa totalmente viva, não acusadora e integralmente livre, vitalizou-os.

Aqui na Ilha de Bere esta semana temos visto o sol em céu claro parte do tempo e encoberto por muitas nuvens na maior parte do tempo. Mas, mesmo quando o sol estava encoberto, sua luz penetrava as nuvens, mergulhava na terra e fazia a Primavera acontecer.

A clorofila é uma biomolécula essencial para a fotossíntese que permite que as plantas absorvam a energia da luz. A Ressureição, tanto similar quanto diferenciada das estações cíclicas da vida, acontece dentro das profundas estruturas da natureza onde todos os patamares da existência estão conectados.

O Jesus Ressurreto, que nos capacita para um novo modo de vida, não é a clorofila. Este elemento já está dentro de nós, nossa capacidade para a vida em um abundância que está além até mesmo da maravilhosa forma material do corpo.

Ele é a luz que absorvemos que, no devido tempo, nos torna tão gloriosos quanto ele.

 



Texto original em inglês

Easter Sunday
By Laurence Freeman, OSB  

The Resurrection is described - not as an event that might have been recorded if there had been a cameraman around at the time - but as an experience in the people to whom he appeared. This was a simultaneously intensely personal and powerfully communal experience. It changed the individuals who felt it and created a confident, other-centred community out of a group of frightened, broken-hearted self-doubters.

The person who manifested to and among the disciples was evidently the same one whom they had previously known and loved. He had then died and been buried. The space of his absence was painful and unfillable. Now he was present to them again. Uniquely, he expanded their idea of plenitude beyond any limit they had known before.

He did not explain himself or describe where he had been or what it was like over the horizon of biological life. He was simply among them, with their fears and doubts, energising them without rhetoric and giving them, without compelling them, a new purpose for living. He did not say what Resurrection meant. If they didn’t know it in their own experience, words couldn’t communicate it. He was only himself – without doctrine but with an immediate intensity and clarity that pulled them irresistibly into a new level of existence.

Seeing a dead person might be scary. It is a universal fear that the resentful dead might haunt us in order to exact revenge on us. Every culture including Hollywood tells such creepy stories. But this is not a ghost story. They did not see a dead person. A fully alive, unblaming, wholly free person vitalized them.

Here on Bere Island this week we have seen the sun in blue clear skies some of the time and a lot of cloud-cover most of the time. But even when the sun was hidden its light penetrated the cloud, soaked into the earth and made Spring happen.

Chlorophyll is a biomolecule essential for the photosynthesis that allows plants to absorb energy from light. Resurrection, both like and unlike the cyclical seasons of life, happens within the deep structures of nature where all levels of existence are connected.
The Risen Jesus, who empowers us for a new way of living, is not the chlorophyll. That element is already in us, our capacity for life in a fullness beyond even the wonderful material form of the body.

He is the light we absorb that in time makes us as glorious as he is.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.