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Quarta-feira da Semana Santa

D. Laurence Freeman

Reflexões da Quaresma - Laurence Freeman

Enquanto comiam, ele disse: “Em verdade vos digo, um de vós está prestes a me trair”.

Se não corrermos o risco da traição, nunca poderemos aprender a amar. O risco, no entanto, corre em ambas as direções: podemos ser traídos por aqueles em quem depositarmos uma confiança absoluta. Estas são as pessoas com quem - e por meio das quais - nos tornamos mais vulneráveis. Eles são também aqueles que podem nos levar à maior felicidade. Mas o risco é igualmente de que possamos trair aqueles que amamos. Não gostamos de pensar em nós mesmos como traidores e, em geral, é involuntariamente, bem como a contragosto, que traímos aqueles que se tornaram vulneráveis a nós e por nosso intermédio. Em seguida, encontramos desculpas para a nossa traição, ou negamos o que fizemos, ou tentamos subestimar a gravidade do seu impacto. “Foi só uma vez, não leve tão a sério”. Ser desiludido ou desiludir alguém é sempre perdoável, mas raramente é perdoável no mesmo instante.

Uma vez que tenhamos sido traídos - ou uma vez que traímos - o estrago está feito. O segredo está, como Jesus mostra, em estar totalmente aberto e enfrentar a negação que acompanha esta que é a mais vergonhosa e humilhante das falhas de todos os assuntos pessoais. Na verdade, apenas somos traídos se permitimos a nós mesmos sermos traídos. Evitar acuar-se e rejeitar, em resposta a ser desiludido ou rejeitado, é manter o canal de cura aberto no momento exato em que o ferimento é infligido.

É curioso que este, o mais humano e doloroso aspecto dos relacionamentos humanos, deveria abrir a porta para a natureza da divindade e da nossa própria divinização.

 


 

Texto original em inglês

Wednesday Holy Week

While they were eating he said ‘I tell you solemnly, one of you is about to betray me’

If we do not run the risk of betrayal we can never learn to love. The risk, however, runs in both directions: we can be betrayed by those in whom we place an absolute trust. These are the people with whom – and through whom – we become most vulnerable. They are also those who can bring us to the greatest happiness. But the risk is equally that we may betray those we love. We do not like to think of ourselves as traitors and often it is unwittingly as well as unwillingly that we do betray those who made themselves vulnerable to and through us. Then we find excuses for our betrayal or we deny what we have done or we try to underestimate the gravity of its impact. “It was a one-off, don’t take it so seriously”. To be let down or let another down is always forgivable but rarely is it instantly forgivable.

Once we have been betrayed - or once we betray - the damage is done. The secret is, as Jesus shows, to be wholly open about it and to confront the denial that accompanies this most shameful and humiliating of failures in all personal affairs. In effect, we are only betrayed if we allow ourselves to be betrayed. To refrain from recoiling and rejecting in reaction to being let down or rejected is to keep the channel of healing open at the very moment that the wound is inflicted.

It is strange that this most human and painful aspect of human relationships should open the door to the nature of divinity and our own divinisation.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.