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Domingo de Páscoa

D. Laurence Freeman

Domingo de Páscoa 2016

Nós vivemos com tantos cenários do futuro em nossa imaginação atormentada que fica difícil e leva tempo para cair a ficha até mesmo de notícias surpreendentemente boas e transformadoras.

Que a profecia está realizada.

Que por sobre o grande abismo existe agora uma ponte.

Que temos um amigo fiel, um defensor para nos ajudar a alcançar nosso pleno potencial.

Que estamos livres do medo que nos aprisionava nos velhos ciclos que não nos levavam a lugar algum.

Que temos onde ir e que estamos abastecidos pela esperança.

Que temos o poder de viver esta vida a partir de hoje de uma nova forma.

Que o Senhor ressuscitou. 

Essa é a verdadeira Aleluia.

 


 

Texto original em inglês

Easter Sunday

We live with so many scenarios of the future in our tormented imagination that  it’s hard and it takes time even for astonishingly good, life-changing news to sink in. 

That the prophecy is fulfilled.

That the great divide has been bridged. 

That we have a faithful friend, an advocate to help bring us to our full potential. 

That we are free from the fear that kept us locked into the old cycles that took us nowhere.

That we have somewhere to go and we are fuelled by hope. 

That we are empowered to live this life from today in a new way.

That the Lord is risen. 

That it’s real Alleuia!

 

 

 
O primeiro tipo de silêncio é o da língua. São Tiago aborda esse assunto quando ele exorta seus primeiros companheiros-cristãos a vigiar seus discursos. A língua é como um leme, diz ele, muito pequeno, mas com uma grande influência sobre o rumo que estamos tomando. É mais do que óbvio que nós devemos controlar nossa fala quando dizemos alguma coisa com veemência, meramente ofensiva ou maliciosa seja direta ou escondida no humor. É bem difícil, porque gostaríamos de arrancar nossos sentimentos de raiva de nosso peito. Mas as palavras ditas com raiva e com a intenção de machucar (pois a outra pessoa as merece) caem na mesma armadilha de qualquer violência. Nunca alcança o que promete e sempre piora a coisa.
 
Há, no entanto outro tipo de restrição da fala. A maioria dos nossos enunciados é irracional, não significam o que dizem; muitas vezes seu significado principal é para preencher o constrangimento do silêncio e é geralmente bastante trivial. Não quero dizer que devemos sempre falar sobre realidades sublimes; mas nós sempre devemos comunicar algo útil, significativo ou efetivo. Tagarelice é o equivalente verbal de promiscuidade. Controlar a língua, saber quando começar a falar e quando parar é como ser casto.
 
Quando sentamos para meditar a etapa primeira e óbvia é parar de falar, sem mover nossos lábios ou língua enquanto dizemos o mantra. Com as crianças às vezes dizemos o mantra em voz alta algumas vezes com a diminuição de volume e eles logo descobrem que podem recitá-la interiormente e silenciosamente. Isso é um grande alívio, porque muitas vezes não percebemos como nossa maneira de falar pode ser indisciplinada e superficial ou quantas vezes nós resvalamos para a fofoca. Descansar a língua liberta a mente para que ela se mova em direção ao coração.
 
Mas primeiro temos que lidar com o que está perturbando o outro nível, onde o silêncio tem algo mais a nos ensinar.