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"O Cristo Interior" - Leitura de 01/04/2012
John Main OSB, O Momento de Cristo (São Paulo: Paulus, 2004 – 3a Edição), pgs. 151-152

O caminho da meditação não é uma válvula de escape, não é uma fuga.  Acima de tudo, ele não é um caminho de ilusão.  Não tentamos fugir do mundo real, com seus fins pouco limpos e com seus começos caóticos, nem tentamos construir uma alternativa, uma realidade ilusória criada por nossa própria conta.  O que Jesus nos promete é que, se o acolhermos com reverência em nossos corações, . . ., então todo o caos e toda a confusão do mundo podem deixar de ter grande poder sobre nós.


As pressões, as tensões, os desafios, tudo isso permanece, mas eles são impotentes para nos derrotar, quando fundamentamos nossa vida na rocha que é Cristo.  Essa é a verdadeira tarefa.  Esse é o verdadeiro desafio que cada um de nós precisa enfrentar para entrar na realidade que é Cristo, a rocha sobre a qual podemos construir nossas vidas, com a certeza absoluta de que ele nos amará em meio a todos os nossos erros, em meio a todas as nossas mudanças de disposição do coração e da mente, e em todos os momentos de nossa vida, porque ele é o amor supremo.


É por isso que São Pedro nos fala da importância de acolhermos o Senhor Jesus Cristo com reverência em nossos corações.  Enraizados nele, estamos enraizados no princípio de toda a vida, na própria realidade,e, uma vez fundamentados nele, nada mais tem poder supremo sobre nós, nem mesmo a morte.  O desafio consiste em encontrarmos nosso caminho para ele encontrando o caminho para nosso coração, de modo que possamos acolhê-lo com reverência aí.  O caminho da meditação, consequentemente, é um caminho em que aprendemos a morrer para a ilusão, para toda a irrealidade, e, assim, é o caminho em que aprendemos a ressuscitar com Cristo, ressuscitar para além de nós mesmos, e de nossas limitações, rumo à vida eterna.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.


 
 
Comunidade Mundial de Meditação Cristã