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"A Fonte da Vida "- Leitura de 08/07/2012
John Main OSB, O MOMENTO DE CRISTO (São Paulo, Paulus, 1992).


É do conhecimento de todas as grandes tradições espirituais que, em profunda imobilidade, o espírito humano começa a ter consciência de sua própria Fonte.  Na tradição hindú, por exemplo, os Upanishads falam do espírito do Uno que criou o universo, e que habita em nossos corações.  Descreve-se o mesmo espírito como sendo aquele que, em silêncio, é amor por todos.  Em nossa própria tradição cristã, Jesus nos fala do Espírito que habita nosso coração, e do Espírito como sendo o Espírito de amor.  Esse contato interior com a Fonte da Vida para nós é vital, pois sem ele dificilmente poderíamos fazer uma idéia do potencial que nossa vida tem para nós.  O potencial é o de que deveríamos crescer, de que deveríamos amadurecer, de que deveríamos alcançar a plenitude da vida , a plenitude do amor, a plenitude da sabedoria.  O conhecimento desse potencial é de suprema importância para cada um de nós.  Em outras palavras, aquilo que cada um de nós deve fazer, e aquilo que cada um de nós é convidado a fazer, é começar a compreender o mistério de nosso próprio ser, como sendo o próprio mistério da vida.


Dentro da visão que Jesus proclamou, cada um de nós é convidado a compreender a sacralidade de nosso ser e vida.  É por isso que [é] de tão grande importância, que permitamos que nosso espírito tenha espaço interior para se expandir.  Na tradição da meditação, esse espaço para a expansão do espírito precisa ser encontrado no silêncio, e a meditação representa tanto um caminho de silêncio, quanto um compromisso para com o silêncio. . .  Torna-se um silêncio que só podemos descrever como sendo o infinito silêncio de Deus, o silêncio eterno.  E. . . é no silêncio que começamos a encontrar a humildade, a compaixão, a compreensão que necessitamos para a expansão do espírito.  Em toda parte, pensadores do mundo de hoje começam a enxergar que o crescimento espiritual, a consciência espiritual, é a mais elevada prioridade para o nosso tempo.  Todavia, a pergunta é: como acessamos esse caminho?


Nesse ponto, a tradição da meditação é de suprema importância para nós, como sendo uma tradição de compromisso espiritual. . .que atravessou eras e, no entanto, está disponível para você e eu.  A única coisa que se faz necessária, é que a acessemos por meio do início da prática. Devemos dedicar tempo. . .para estarmos disponíveis para esse trabalho de entrar em contato com a Fonte de toda vida, e para o trabalho de fazer com que haja espaço disponível em nossas vidas para a expansão do espírito.  O aprofundamento da fé e a própria prática da meditação, são ambos muito simples.  Você simplesmente adota a sua palavra. . .e a repete. . . .  Você entra em contato com o fundamento de seu ser, pois o que você descobre é que o mantra tem suas raízes  em seu coração, o centro de seu ser, e seu ser tem suas raízes em Deus, o centro de todos os seres.


Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.


 
 
Comunidade Mundial de Meditação Cristã