"Profundidade" - Leitura de 10/02/2008
LIGHT WITHIN (NY: Crossroad, 1986), pgs. 105-107.
Tradução de Roldano Giuntoli

Quer gostemos ou não, não existe local onde possamos nos instalar para nos agarrarmos ao que foi conquistado. Precisamos renunciar a tudo, para que possamos receber mais.  Isto explica a pobreza e a simplicidade do mantra, à medida que ele produz a felicidade e a liberdade da vida cristã. Porém, ele é exigente. Parece-nos relativamente fácil, permanecermos com as limitações que conhecemos tão bem... mas, somos chamados a algo tão exigente, que só pode ser puro amor. Somente esse amor, poderia demandar a integralidade da pessoa e, desse ocultar, convocar tudo o que está oculto. O verdadeiro ser se ocullta por trás do ego, por trás das limitações, medos e inseguranças. Evoca-se o ser por trás de todas as falsas estruturas da personalidade e, para que se firme simples, livre, inteira e, absolutamente perante Deus. [. . .]

Por ser tão exigente, a paz pode quase parecer ser mais assustadora que a violência que nos perpetramos quando em estado egoístico (ou a violência que perpetramos a terceiros). A profunda paz, vira nosso mundo de cabeça para baixo. Precisamos sintonizar um muito fino equilíbrio de vida, a precisa frequência do Espírito, para encontrar a simplicidade e a sutileza, de modo a correspondermos ao dinamismo do Cristo.  Adentrarmos essa profundidade, abrirmo-nos a essa profundidade, significa nos tornarmos vulneráveis e, permanecermos vulneráveis, não apenas na prece, mas, em todas as partes da vida.


O amor cria vulnerabilidade, a vulnerabilidade da compaixão, ou do comprometimento incondicional. Também precisamos aprender, de maneira madura, a sermos resilientes, pois, sermos vulneráveis significará que, ainda que sejamos feridos, não podemos deixar que o ferimento venha a nos fechar novamente. Esse equilíbrio específico entre a vulnerabilidade e a resiliência, é parte desse exclusivo amálgama espiritual, psicológico e intelectual, que é o ser humano. Cada um começa de um diferente tipo de desequilíbrio, porém todos somos chamados ao mesmo equilíbrio e centralidade, o mesmo enraizamento no Cristo, que foi ferido, mas, foi resiliente na transcendência do perdão.

Medite por Trinta Minutos
Sente-se confortavelmente, mas com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxado mas atento. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a como quatro silabas de igual duração Ma-ra-na-tha, em ritmo lento. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada - nem de ordem espiritual nem de qualquer outra ordem. Se pensamentos e imagens afluírem à mente, trate-os como distrações e simplesmente retorne à repetição da palavra.

Comunidade Mundial de Meditação Cristã