Dom John Main, OSB - WCCM
"Um chamado para a plenitude da vida" - Leitura de 11/01/2009
MOMENT OF CHRIST (NY: Crossroad, 1998), pgs. 110-111.
Tradução de Roldano Giuntoli
 

Na meditação não aprendemos a fazer, aprendemos a ser. Aprendemos a ser nós mesmos, a adentrar o dom de nosso próprio ser. [...] Algo que aprendemos com a meditação é a prioridade do ser sobre a ação.  De fato, nenhuma ação tem qualquer significado ou, ao menos, qualquer profundidade duradoura de significação, a menos que ela brote do ser, das profundezas de seu próprio ser. É por essa razão que a meditação é um caminho que nos tira da superficialidade para nos levar à profundidade. Aprender a ser é aprender a começar a vivenciar a plenitude da vida.

Esse é o convite que recebemos. É aprender a começar a ser uma pessoa completa. O mistério que envolve a revelação cristã é que, à medida que vivemos nossas vidas plenamente, vivenciamos as consequências eternas de nossa própria criação. Não mais vivemos como se estivéssemos exaurindo um limitado suprimento de vida, que recebemos ao nascer. O que sabemos dos ensinamentos de Jesus, é que nos tornamos infinitamente preenchidos com vida, quando somos um com a fonte de nosso ser, ...nosso Criador, Aquele que se descreve a si mesmo como “Eu Sou”.

A arte de viver, de viver nossas vidas como seres humanos completos, é a arte de vivenciar a eterna novidade de nossa origem e, viver completamente a partir de nosso centro, ...de nosso espírito, à medida que ele brota da criativa mão de Deus. O aspecto terrível de grande parte do estilo de vida moderno e materialista, é que ele pode ser tão superficial, sem um sério reconhecimento das profundidades e, das possibilidades que aqui estariam para cada um de nós, se apenas nos déssemos o tempo de nos dedicarmos à disciplina de meditar...

Na visão cristã, somos conduzidos a essa fonte de nosso ser por um guia, e nosso guia é Jesus, a pessoa verdadeiramente realizada, aquele completamente aberto a Deus. Ao meditarmos a cada dia, podemos não reconhecer nosso guia. É por isso que a jornada cristã é sempre uma jornada de fé. Porém, ao nos aproximarmos do centro de nosso ser, ao entrarmos em nosso coração, percebemos que recebemos as boas vindas de nosso guia, as boas vindas daquele que nos conduziu. Somos recebidos pela pessoa, que chama a cada um de nós para a plenitude pessoal do ser. As consequências ou resultados da meditação são apenas essa plenitude de vida-harmonia, unicidade e energia, uma energia divina que encontramos em nosso próprio coração, em nosso próprio espírito. Essa energia é a energia de toda a criação. Nas palavras de Jesus, é a energia que é amor.

Medite por Trinta Minutos
Sente-se confortavelmente, mas com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxado mas atento. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a como quatro silabas de igual duração Ma-ra-na-tha, em ritmo lento. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada - nem de ordem espiritual nem de qualquer outra ordem. Se pensamentos e imagens afluírem à mente, trate-os como distrações e simplesmente retorne à repetição da palavra.

Comunidade Mundial de Meditação Cristã