WCCM

"Carta de numero Três"- Leitura de 04/06/2012
Laurence Freeman OSB, WEB OF SILENCE (London: Darton, Longman, Todd, 1996), pgs. 28-29, 31.

A meditação é o poder da prece que prende nossa atenção naquele ponto imóvel de conversão, onde a realidade nos surpreende, por meio da aceitação.  Ao criarmos raízes neste local de transformação, que não é geográfico, mas, espiritual, nosso próprio e mais profundo centro, nos modificamos: deixamos de ser uma aproximação, uma mera imitação de nós mesmos, para nos tornarmos o exato original de quem nós somos.


“Exorto-vos, portanto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual.  E não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos, renovando a vossa mente” (Romanos 12:1-2).


A vida do espírito na natureza humana é uma contínua repadronização.  O salto de fé, a cujo aperfeiçoamento dedicamos nossas vidas, é simplesmente o único salto pelo qual deixamos que nossas mentes sejam transformadas e, que todo nosso ser seja transfigurado.  Em vez de lermos “este mundo”, leiamos “ego”: a parte que pensa que é o todo.  Ele veio a bloquear involuntariamente e, a distorcer inconscientemente, o mistério da vida, em razão dos padrões que ele criou através da dor e da rejeição; a percepção de um mundo sem amor. [. . . .]


Mesmo se a meditação nada mais fosse do que uma breve imersão diária no reino interior, mereceria nossa completa atenção.  Porém, ela é mais do que uma fuga temporária da prisão de nossos padrões de medo e de desejo.  Por mais complexos que sejam esses padrões, que nos fazem temer a morte e o verdadeiro amor que são necessários ao nosso crescimento e sobrevivência, a meditação os simplifica a todos.


Dia após dia, meditação após meditação, esse processo de simplificação prossegue.  Gradualmente nos tornamos mais destemidos, até saborearmos a total liberdade do medo, na felicidade de nos sentirmos libertos das imagens e recordações do desejo.  E, então, e, até mesmo antes disso, nos tornamos úteis aos outros, aptos a amar sem medo ou desejo. . . livres para servir o Ser, que é o Cristo interior.

 

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.


 
 
Comunidade Mundial de Meditação Cristã