Dom John Main, OSB - WCCM
"O agora do amar" - Leitura de 15/06/2008
The Selfless Self (London: Darton, Longman and Todd, 1996) pgs. 36-37.
Tradução de Roldano Giuntoli
 

Enquanto você pensar que pode apenas meditar o suficiente para se dar bem ou, o suficiente para conquistar algo, na verdade, você não começou a meditar. Quando você se der conta que deu início a uma jornada que irá durar até o fim de sua vida, você terá começado a aprender. A esse momento, de reconhecimento e concordância, chamamos compromisso. Ele é corretamente descrito como um momento de graça e compreensão, porque nele experimentamos nossa mais profunda significação e, compreendemos a importância da prece, para que estejamos completamente vivos. Meditamos, não tanto para entendermos porque estamos vivos, quanto para vivermos diferentemente, para vivermos mais completamente. [...]

A própria meditação é uma experiência de aprendizado, literalmente, “uma disciplina”. Só a disciplina nos ensinará a verdade e, só a prática nos levará a despertar. A disciplina da meditação é uma escola. É uma escola de amor e, [nosso crescimento nessa escola] é crescimento no discipulado do amor. Nos ensina o que precisamos saber, a enxergar com o coração, a viver a partir do centro, a abraçar com todas as fibras de nosso ser. Nos ensina o que precisamos saber para cumprirmos o destino essencial que cada ser humano possui, ser seu eu pela eternidade. O destino humano é o do viver eterno... A maioria de nós começa a meditar num ponto em que parcialmente concordamos com a idéia de vivermos uma vida finita. Todavia, também começamos a compreender que isso foi um erro.

É fácil concordarmos com a idéia de vida finita, porque é uma vida vivida no interior de paredes protetoras. Nos parece estar segura e, a salvo... [Mas] a opção mais desafiadora de todas, é a de vivermos eternamente, a de respondermos a mais elevada verdade sobre a existência, a identidade e a morte. A compreensão de que somos feitos para a eternidade, extrapola o poder da imaginação, significando não apenas a vida do mundo futuro, mas, vida vivida completamente agora. E, o estarmos completamente vivos demanda, a todo momento, tudo o que somos.  Não admira que depreciemos a maravilha disso e, construamos aquelas paredes protetoras... Todavia, a vida é mais forte do que nossos medos... Viver eternamente significa viver integralmente no presente momento. A eternidade é o perpétuo agora e, ao aprendermos a viver eternamente no presente, aprendemos a verdade sobre o amor.

Medite por Trinta Minutos
Sente-se confortavelmente, mas com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxado mas atento. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a como quatro silabas de igual duração Ma-ra-na-tha, em ritmo lento. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada - nem de ordem espiritual nem de qualquer outra ordem. Se pensamentos e imagens afluírem à mente, trate-os como distrações e simplesmente retorne à repetição da palavra.

Comunidade Mundial de Meditação Cristã