John Main OSB - WCCM
"O agora do amar" - Leitura de 19/06/2011
Laurence Freeman OSB,Perder para Encontrar (São Paulo, Vozes, 2008).
Tradução de Roldano Giuntoli
 

Enquanto você pensa que pode apenas meditar o suficiente para sobreviver ou, o suficiente para conquistar algo, na verdade, você ainda não começou a meditar. Quando você se der conta que deu início a uma jornada que irá durar até o fim de sua vida, você terá começado a aprender. A esse momento, de reconhecimento e concordância, damos o nome de compromisso. Ele é corretamente descrito como um momento de graça e compreensão, porque nele experimentamos nosso mais profundo significado e, compreendemos a importância da prece, para estarmos plenamente vivos. Meditamos, não tanto para entendermos porque estamos vivos, quanto para vivermos diferentemente, para vivermos mais plenamente.(...)

A própria meditação é uma experiência de aprendizado: literalmente, "uma disciplina". Só a disciplina nos ensinará a verdade e, só a prática nos levará a despertar. A disciplina da meditação é uma escola. É uma escola de amor e, (nosso crescimento nessa escola) é crescimento no discipulado do amor. Nos ensina o que precisamos saber, a enxergar com o coração, a viver a partir do centro, a abraçar com todas as fibras de nosso ser. Nos ensina o que precisamos saber para cumprirmos o destino essencial que cada ser humano possui, ser seu eu pela eternidade. O destino humano é o do viver eterno... A maioria de nós começa a meditar num ponto em que parcialmente concordamos com a idéia de vivermos uma vida finita. Todavia, também começamos a compreender que isso foi um erro.

Facilmente, concordarmos com a idéia de vida finita, porque é uma vida vivida no interior de paredes de proteção. Ela nos parece estar segura e, a salvo...(Mas) a opção mais desafiadora de todas, é a de vivermos eternamente, a de respondermos à mais elevada verdade sobre a existência, a identidade e, a morte. A compreensão de que somos feitos para a eternidade, extrapola o poder da imaginação, significando não apenas a vida do mundo futuro, mas, uma vida vivida completamente agora. E, o estarmos completamente vivos, demanda, a todo momento, tudo o que somos. Não admira que depreciemos a maravilha disso e, construamos aquelas paredes protetoras... Todavia, a vida é mais forte do que nossos medos... Viver eternamente, significa viver integralmente no presente momento. A eternidade é o perpétuo agora e, ao aprendermos a viver eternamente no presente, aprendemos a verdade sobre o amor.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxado, mas, atento. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

 
 
Comunidade Mundial de Meditação Cristã