WCCM

Vontade própria e Vontade Divina - Leitura de 20/05/2012
John Main OSB, MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main (Norwich: Canterbury Press, 2006) pgs. 195-96.

São Paulo nos diz haver uma luz que brilha em nossos corações. São João nos diz que essa luz é o ponto da consciência divina, do amor infinitamente puro, a ser encontrado e adorado em todas as pessoas, a luz que ilumina a todos que vêm a este mundo. Este é o significado de ser humano: colocar em um altar este unidirecionamento divino, universal e exclusivo. São Paulo e São João são, portanto, testemunhas disso, porém, nossa própria experiência deverá, também, nos ensinar que tudo e todos estão iluminados por esse mesmo ponto de luz que encontramos em nós mesmos. Precisamos descobrir os outros em nós mesmos e, nos descobrir nos outros. Precisamos nos tornar nosso verdadeiro ser. O amor divino é a força criadora e mantenedora de toda a criação e consciência. Nossas esperanças pela paz, não são em vão, pois a experiência de Deus, na luz do Cristo que brilha em nosso interior, nos traz a paz e nos une. Ela harmoniza nossas energias interiores e, satisfaz todos os nossos desejos, além de qualquer coisa que possamos conceber ou desejar.

A vida é uma busca da sabedoria, pois a sabedoria demanda que aprendamos a viver a partir dos recursos dessa luz e energia. Ser sábio é estar em harmonia com ela e, revigorado por ela. Desviar-se dessa harmonia, descer da sabedoria para a mera esperteza, é o mesmo que escorregar pelo declive que termina no inferno do não-ser. Esse escorregador é o processo inverso ao da conversão. Sempre que uma pessoa esteja viajando nessa contra-mão, ela poderá ver as mesmas coisas que a pessoa em conversão vê, mas, ela as vê ao contrário, tal como imagens da realidade refletidas em um espelho. Ao passo que a conversão nos conduz ao amor e a mais vida, seu oposto apenas aumenta o egoísmo que diminui a vida. O amoré criativo; o egoísmo lida com a morte. A conversão é um compromisso com a criatividade do amor. . . Nos deparamos com isso, tanto em indivíduos, quanto em sociedades. Em ambos os casos, a prosperidade material e o poder não são páreo para a verdadeira criatividade. A única qualificação merecedora de crédito é a dimensão de paz que flui do centro que harmoniza todas suas partes no amor.

 

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.


 
 
Comunidade Mundial de Meditação Cristã