Laurence Freeman OSB - WCCM
"O agora do amar" - Leitura de 27/07/2010
Laurence Freeman OSB, Perder para Encontrar (São Paulo, Vozes, 2008);
Tradução de Roldano Giuntoli
 

Enquanto você pensa que pode apenas meditar o suficiente para se dar bem ou, o suficiente para conquistar algo, na verdade, você não começou a meditar.  Quando você se der conta que deu início a uma jornada que irá durar até o fim de sua vida, você terá começado a aprender.   A esse momento, de reconhecimento e concordância, damos o nome de compromisso.  Ele é corretamente descrito como um momento de graça e compreensão, porque nele experimentamos nosso mais profundo significado e, compreendemos a importância da prece, para estarmos plenamente vivos.  Meditamos, não tanto para entendermos porque estamos vivos, quanto para vivermos diferentemente, para vivermos mais plenamente.[. . .]

A própria meditação é uma experiência de aprendizado: literalmente, “uma disciplina”.   Só a disciplina nos ensinará a verdade e, só a prática nos levará a despertar.  A disciplina da meditação é uma escola.  É uma escola de amor e, [nosso crescimento nessa escola] é crescimento no discipulado do amor.  Nos ensina o que precisamos saber, a enxergar com o coração, a viver a partir do centro, a abraçar com todas as fibras de nosso ser.  Nos ensina o que precisamos saber para cumprirmos o destino essencial que cada ser humano possui, ser seu eu pela eternidade.  O destino humano é o do viver eterno. . . A maioria de nós começa a meditar num ponto em que parcialmente concordamos com a idéia de vivermos uma vida finita.  Todavia, também começamos a compreender que isso foi um erro.

Facilmente, concordarmos com a idéia de vida finita, porque é uma vida vivida no interior de paredes de proteção.   Ela nos parece estar segura e, a salvo. . .[Mas] a opção mais desafiadora de todas, é a de vivermos eternamente, a de respondermos à mais elevada verdade sobre a existência, a identidade e, a morte.  A compreensão de que somos feitos para a eternidade, extrapola o poder da imaginação, significando não apenas a vida do mundo futuro, mas, uma vida vivida completamente agora.  E, o estarmos completamente vivos, demanda, a todo momento, tudo o que somos.  Não admira que depreciemos a maravilha disso e, construamos aquelas paredes protetoras. . . Todavia, a vida é mais forte do que nossos medos. . . Viver eternamente, significa viver integralmente no presente momento.   A eternidade é o perpétuo agora e, ao aprendermos a viver eternamente no presente, aprendemos a verdade sobre o amor.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxado, mas, atento. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.

 
 
Comunidade Mundial de Meditação Cristã