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Crescendo em Deusa - Leitura de 28/05/2012
John Main OSB, O CAMINHO DO NÃO CONHECIMENTO (São Paulo, Ed. Vozes, 2009)

 

Caso você deseje conduzir sua vida de maneira profunda e significativa, quanto mais você meditar, quanto mais você perseverar atravessando as dificuldades e os falsos começos, mais você se dará conta de que precisa continuar. 


Você não deve nunca esquecer o caminho da meditação: repetindo seu mantra do início até o fim.  Isso é fundamental, um axioma,  não deixe que nada te afaste dessa verdade. . . .  A disciplina, a ascese da meditação, nos impõe essa única exigência de forma absoluta: . . . precisamos deixar para trás nosso eu, tão completamente, deixar nossos pensamentos, análises e sentimentos para trás, tão completamente, de modo a podermos estar totalmente à disposição do Outro. . . .


Qual é a diferença entre a realidade e a irrealidade?  Acredito que uma maneira pela qual podemos entender isso, é a de enxergar a irrealidade como produto do desejo.  Uma coisa aprendemos com a meditação, a abandonar o desejo, e aprendemos porque sabemos que somos convidados a viver integralmente o presente momento.  A realidade exige a imobilidade e o silêncio.  Esse é o compromisso que assumimos ao meditar.  Tal como todos podemos descobrir por experiência própria, na imobilidade e no silêncio, aprendemos a nos aceitar assim como somos.  Isso soa muito estranho aos ouvidos modernos, principalmente aos modernos cristãos, que foram educados para praticar muito esforço, ansiosamente: “Eu não deveria ser ambicioso?  Que será de mim se eu for uma má pessoa, eu não deveria desejar ser melhor?


A verdadeira tragédia de nossos tempos é que estamos tão cheios de desejos, por felicidade, por sucesso, por prosperidade, por poder, quaisquer que sejam eles, que estamos sempre nos imaginando como poderíamos ser.  Tão raramente acontece de chegarmos a nos conhecer tal como somos e, de aceitarmos nossa posição atual.  Mas, a sabedoria tradicional nos diz: saiba que você é e, que você é como é.  Pode muito bem acontecer de sermos pecadores e, se assim for, é importante que saibamos que o somos.   Muito mais importante para nós, porém, é sabermos por experiência própria que Deus é a base de nosso ser, e que nele estamos arraigados e fundamentados. . .  Essa é a estabilidade de que todos precisamos, não do esforço e da dinâmica do desejo, mas, da estabilidade e da imobilidade do enraizamento espiritual.  Em nossa meditação e em nossa imobilidade em Deus, cada um de nós está convidado a aprender que nele temos tudo que precisamos. [....]

 

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.


 
 
Comunidade Mundial de Meditação Cristã