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"O Cristo Presente" - Leitura de 28/10/2012
John Main OSB, MONASTERY WITHOUT WALLS: The Spiritual Letters of John Main, ed. L. Freeman (Norwich: Canterbury, 2006), p. 163.

Na Ressurreição somos absolvidos da necessidade de objetificar a Deus. Não mais precisamos falar com Deus para apaziguá-lo ou fazer-lhe pedidos. “Vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lho pedirdes”, Jesus nos assegura. Desde aquele momento no tempo, em que Jesus despertou para a sua união com o Pai, a humanidade foi além do estágio de sua infância espiritual. Naquele momento ela amadureceu para a “completa estatura do Cristo”. Esse momento de Cristo se encontra no centro de nosso ser, em nosso próprio coração, onde seu espírito vive e se desenvolve como uma semente plantada no solo. A busca daquele momento é a obra da meditação. Trata-se de uma obra vitalizante e cheia de alegria, porque vamos ao coração com uma fé que sabe que aquele momento já alvoreceu, e nasceu de modo imperecível. A partir do momento em que conhecemos essa união por experiência própria, toda a nossa existência renasce. Passa a ser conhecida como estando unida em uma integridade que é santidade. E tudo isso é obra de um momento, o momento de Cristo.


Não apenas nos libertamos da necessidade de nos percebermos dualisticamente a nós mesmos e a Deus. Na verdade somos convocados a não fazer isso. “Mas, vem a hora – e é agora – em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade”. Ao dizer isso à samaritana Jesus nos chama a todos para uma nova dimensão da consciência espiritual. Não mais podemos insistir no dualismo da infância espiritual estando na verdade do momento de Cristo. O Espírito de Cristo que vive em nosso interior não é apenas uma dádiva, uma oferta especial, uma graçã que possamos aceitar ou declinar. Trata-se de uma realidade, a porta para o redil de união infinita. Trata-se da força de nosso destino que nos conduz à plenitude. A maravilha é que essa convocação é feita por meio do amor e, que ela nos educa com infinita suavidade.

Medite por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.


 
 
Comunidade Mundial de Meditação Cristã