Carta 20 - Escola de Meditação

ESCOLA DE MEDITACAO WCCM

Ano 1 - Carta 20

Os frutos da meditação

 

Cara(o) Amiga(o)

Em nossa mente, muitas vezes reduzimos o objetivo da meditação a uma forma de relaxar nosso eu superficial, e de lidar com nossas vidas estressadas. A atenção focada em nossa palavra/oração, nosso mantra, de fato, faz exatamente isso. E isso também é bom!

 

Porém, a meditação, como disciplina espiritual, como prece, é muito mais que isso. Trata-se de nos transformarmos na pessoa que Deus precisa que sejamos, por meio da integração da sabedoria de nosso eu mais profundo com as capacidades de nosso ego. Silenciando os pensamentos diários de nosso eu superficial, e focalizando nossa atenção em Deus, abrimo-nos à obra que o amor de Deus realiza no centro de nosso ser. Nossa palavra/oração, ‘Maranatha’, torna-se então um poderoso chamado de amor. Os efeitos disso, a resposta a isso, são uma experiência totalmente transformadora de vida: tornamo-nos conscientes da dimensão espiritual, e essa experiência, por sua vez, acrescenta uma dimensão contemplativa a nosso jeito de ser e de viver. Encontramos a melhor forma de descrever os efeitos disso, e as qualidades que isso produz em nós, nas palavras de São Paulo em Gl 5,22: amor, alegria, paz, paciência, gentileza, bondade, fidelidade, suavidade e autocontrole. Estas não são qualidades que podemos obter com nossos próprios esforços em nossa vida cotidiana, mas são os sinais do que Deus já conseguiu em nós.

 

“Minha convicção pessoal é de que a meditação pode acrescentar uma dimensão de incrível riqueza a sua vida ... a meditação é o grande poder de integração em sua vida, conferindo profundidade e perspectiva a tudo o que você é, e a tudo o que você faz ... a razão para isto  é que você está começando a viver  a partir do poder do amor de Deus ... presente em nossos corações, em toda sua imensidão, em toda sua simplicidade, no Espírito de Jesus.” (John Main)

 

Isto certamente não significa que você deva avaliar sua meditação: “Estou mais relaxado? Sou mais paciente?” Isto seria pensar a meditação em termos de ‘ego’, em termos do eu superficial, em termos de “conquistas”.  Ao contrário, ao nos focarmos em nosso mantra, estamos tentando abandonar o ego e suas pré-ocupações, especialmente sua necessidade de estima aos olhos dos outros.  Estamos aprendendo a “deixar o eu (o ego) para trás”. Precisamos, temporariamente, deixar o nosso eu supeficial para trás, de modo a nos conscientizarmos de que somos muito mais que isso.

 

“Na meditação buscamos desmontar as barreiras que montamos em volta de nós mesmos, isolando-nos de nossa consciência da presença de Jesus em nossos corações ... uma vez que entramos na consciência humana de Jesus, começamos a ver como ele vê, amar como ele ama, entender como ele entende, e perdoar como ele perdoa.” (John Main ‘The hunger for depth and meaning’)

 

Os grupos de meditação semanal representam um papel importante nessa transformação, como John Main sempre ressaltava. Ao nos encontrarmos e rezarmos juntos, semanalmente, encorajamos e apoiamos uns aos outros, criando comunidade e conectividade, que espelha amor ao ser, amor ao próximo, amor a Deus, como uma realidade.

Até a Próxima Semana

Escola da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã
BRASIL

 

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A Importância do grupo semanal de meditação